O atletismo é uma modalidade que também possui grandes chances de ter atletas representando a cidade de Londrina nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Segundo o técnico dos fundistas Eugênio Zaninelli, existem nomes potenciais que estão se destacando em torneios nacionais e internacionais na equipe londrinense. Para colher frutos e medalhas em 2016, ele acredita que basta dar continuidade nos investimentos feitos até agora.
Zaninelli acredita que, na média, a equipe possui capacidade de formar vários atletas competitivos, mas ressalta nomes como Élder Correa, Denise Cristina dos Santos, Adéli Correa, Tiago Lorensato e Thayra Francis. Se por um lado a notícia dos Jogos aguçou crianças que terão idade para participar das Olimpíadas daqui a sete anos no Brasil, por outro o técnico acredita que já é tarde para começar.
Porém, quem está na faixa etária dos 15 aos 20 anos e já treina têm grandes chances de conseguir índice para disputar os Jogos. Hélder Correa Alves, por exemplo, é especialista nos 400 metros rasos e já têm três títulos de campeão brasileiro (2005, 2006 e 2008). Ele ingressou no atletismo aos 14 anos, quando se destacou dentre os participantes de um projeto de esportes no colégio. ''De lá para frente passei a me dedicar e encarar como uma profissão mesmo. No começo, não imaginava que chegaria tão longe'', garante.
Alves acredita que participar das Olimpíadas no Brasil é possível, mas é importante se dedicar aos treinamentos desde já. ''É colocar um objetivo na frente e se dedicar só para isso'', define. Ele se apoia nos resultados de torneios que disputou, como duas finais do Troféu Brasil e a presença no ranking entre os cinco melhores do Brasil.
Outra promessa é Denise Cristina dos Santos, de 17 anos, que aos 11 se apaixonou pelo atletismo numa competição do colégio. Ela lembra que no começo os treinos eram puxados, mas conforme foi se acostumando tudo passou a fazer parte da sua vida. ''Penso até em fazer faculdade de educação física, atletismo é o que eu quero para mim'', diz a garota que já é bicampeã brasileira e campeã sul-americana dos 100 metros com barreiras.
Ela acredita que as Olimpíadas no Brasil trazem mais uma esperança, por estar mais perto da terra natal. Mas acredita que para participar é importante ter muita dedicação e desempenho. Denise não cogita a possibilidade de ir treinar em outra equipe, pois envolve família, vontade, apego ao treinador e colegas de atletismo. Ela estará com 24 anos na época dos Jogos e acredita que, se continuar se desenvolvendo como hoje, existem grandes possibilidades.
De acordo com o treinador da equipe de velocidade e barreiras Gilberto Miranda, existe a perspectiva de que os londrinenses estejam nas Olimpíadas do Rio, em 2016, caso tenham acesso a boa estrutura de treinamentos. Como exemplo, cita José Carlos Alves Moreira, o Codó, que esteve treinando por cinco anos em Londrina e ano passado esteve nos Jogos de Pequim.
''Tudo que conseguiu em termos de preparação foi aqui. Um ano antes, saiu e foi treinar em São Paulo. Mas o que dificulta é a estrutura. Chega um certo nível, eles passam a ser procurados por equipes de fora, onde contam viagens para Europa, material de treino e salários'', finaliza.

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