Atletismo da FEL perde mais uma competidora
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quarta-feira, 08 de janeiro de 2014
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Entra ano e sai ano, a história se repete na equipe de atletismo Caixa/Oguido Dojo/FEL, de Londrina. Ontem, na reapresentação dos atletas para o início da temporada 2014, o técnico Gilberto Miranda confirmou a perda de mais uma importante competidora: Tatiane Raquel da Silva, 23 anos, uma das melhores do Brasil nos 3 mil metros com obstáculos, que transferiu-se para a Orcampi, de Campinas.
Segundo Miranda, a atleta, campeã do Troféu Brasil em 2012, já havia lhe revelado a proposta da equipe paulista no final do ano passado. Na tentativa de segurá-la, o treinador fez uma contraproposta com reajuste salarial, mas Tatiane alegou que precisava de mais estrutura para treinar, situação que já se repetiu em outras oportunidades. "Isso tudo é reflexo do ano passado, que foi muito doído para a gente. Em outras épocas difíceis até conseguimos contornar, mas dessa vez foi muito difícil", reclama Miranda, citando a falta de apoio privado e o atraso de mais de seis meses na liberação da verba da prefeitura, que, segundo ele, causaram muitos prejuízos em 2013.
Para ele, trata-se de uma perda não só para a equipe como para o esporte local, já que Tatiane está bem credenciada a ser representante da seleção brasileira nos Jogos Olimpícos do Rio de Janeiro, em 2016. "É a maior perda do atletismo de Londrina em todos os tempos. É um nome praticamente certo (na Olimpíada) pelos resultados que ela vinha obtendo. É mais uma que a gente forma, estava com a gente desde o mirim, teve investimento de dinheiro público, e na hora do vamos ver vai brilhar em outra equipe", esbraveja o treinador.
Além de Tatiane, a equipe londrinense ainda pode perder outro destaque, Thayra Francis, que compete nos 800 e 1.500 metros. Ela também tem proposta da equipe campineira e pode mudar de cidade nos próximos dias.
Há alguns anos, o treinador vem lutando para manter vivo o projeto que já formou centenas de atletas. Miranda cobra mais apoio privado e mais agilidade no processo de formatação do Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos (Feipe), da Prefeitura de Londrina, para ter condições de propiciar mais estrutura para todos treinarem. Mas a paciência está no limite. "Não vou fazer mais loucura, como fiz ano passado", disse ele, que já viu nomes como Wellerson Davi e Adelly Oliveira saírem de Londrina para brilharem em outros times.
O grupo que voltou a treinar ontem pela manhã contava com cerca de 60 atletas. As primeiras competições do calendário acontecem no final de fevereiro.


