São Paulo - Os Jogos Pan-Americanos serão no Brasil e todas as modalidades estão em busca de visibilidade. Obter resultados, bater recordes, produzir heróis pode significar, no futuro, mais dinheiro e atenção.
O atletismo não é diferente e a compensação pode até ser imediata - a Confederação Brasileira de Atletismo fixou prêmios em dinheiro por medalhas (R$ 10 mil para o ouro, R$ 7 para a prata e R$ 5 mil para o bronze). E também o objetivo de quebrar o recorde de medalhas ganha em uma única edição dos Jogos, em Winnipeg (1999).
O atletismo teve sua melhor performance no Canadá, quando conquistou 16 medalhas - 7 ouros, 5 pratas e 4 bronzes. Em Santo Domingo (2003), o esporte somou o mesmo número de pódios, mas com apenas 5 medalhas de ouro. O atletismo soma 114 medalhas em 14 edições dos Jogos, desde 1955.
A delegação só será oficializada após o Troféu Brasil, de 20 a 24 de junho. No Pan estarão o primeiro do ranking e o campeão do Troféu Brasil em cada prova. Por ser o país-sede, o Brasil participará de todas as 46 provas do atletismo, independentemente dos índices.
''Temos chance de bater o recorde sim, até porque aumentou a nossa competitividade em provas nas quais não tivemos medalhas em 2003, como o salto com vara. Também estamos bem nas corridas de meio-fundo e fundo, com nomes fortes como os de Marilson Gomes dos Santos, que vai correr 5 mil e 10 mil metros, e os maratonistas (Vanderley Cordeiro de Lima e Franck Caldeira)'', analisa o técnico Nélio Moura.
Entre os novos trunfos, estão Fabiana Murer, em boa fase no salto com vara. A recordista sul-americana (4,66 m) e terceira do mundo no ranking da prova acaba de voltar de um camping na Itália com a recordista mundial Yelena Isinbayeva.
O time feminino também terá Maurren Higa Maggi, após cumprir suspensão antidoping, que pode ganhar até três medalhas, nos saltos triplo e em distância e nos 100 m com barreiras. ''O programa horário permite e é bastante provável que ela faça todas as provas'', observa Nélio.
O técnico aposta que a atuação dos atletas dos saltos triplo e em distância pode resultar em até sete medalhas, quatro do feminino, defendido por Maurren e Keila da Costa. ''Não é sonhar muito'', observa Nélio.
No triplo, o quadro de medalhas pode aumentar com Jadel Gregório, segundo do ranking mundial, e Jefferson Sabino, 14.º do mundo. E no salto em distância, com o jovem Rogério Bispo. ''Ele saltou várias vezes acima dos 8 metros. Nosso maior problema para pensar em ouro é ter o Irving Saladino (panamenho) na prova.''
Nas barreiras, em que o Brasil sempre teve quatro atletas entre os melhores do ranking, o desempenho em 2006 foi ruim. Mas é uma situação que pode se reverter em 2007. ''Esperamos que seja retomado o bom nível de 2005.''

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