Atletismo aposta agora no revezamento feminino
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sábado, 21 de julho de 2012
Alessandro Lucchetti <br> Agência Estado 
Londres - Já faz muitos anos que as chances brasileiras nas provas de velocidade do atletismo se resumem ao 4x100 metros. Desde 1999, quando Claudinei Quirino foi vice-campeão mundial em Sevilha nos 200 metros, o Brasil não registra grandes resultados individuais. Com duas medalhas no revezamento masculino (bronze em 1996 e prata em 2000), o País hoje se sente credenciado a aspirar ao pódio também no feminino. Afinal, em Pequim/2008, as brasileiras conseguiram a quarta colocação.
Na avaliação de Katzuhico Nakaya, o treinador das equipes de revezamento, o Brasil se mantém competitivo exatamente por estar ciente de suas limitações. A Jamaica padece com a briga de egos entre seus excelentes velocistas - Usain Bolt, Yohann Blake e Asafa Powell. E os Estados Unidos há quatro anos não completam uma prova de 4x100 metro numa competição importante, devido a repetidos erros na troca do bastão. ''Por causa da vaidade, eles não conseguem chegar a um acordo para escolher um técnico para o revezamento. Devido aos compromissos individuais, também não conseguem se reunir para fazer os campos de treinamento'', explicou o brasileiro.
No feminino, a equipe brasileira se renova e cria mais opções. Assim, Franciela Krasucki, que ainda não recuperou a velocidade depois de se curar de uma lesão muscular, pode ser substituída por Tamiris de Liz, de 16 anos, que foi bronze no Mundial Juvenil de Barcelona nos 100 metros. Apostar na velocidade de jovens não é novidade para o Brasil. Em Pequim, Rosângela Santos, com 17 anos, fechou o revezamento 4x100m - na ocasião, a equipe perdeu por pouco o bronze para a Nigéria.


