Desafio Mano a Mano é sinônimo de título para Usain Bolt. Ontem, no Jockey Clube, no Rio de Janeiro, o jamaicano venceu a prova carioca pelo terceiro ano consecutivo e mostrou que está em forma para os Jogos Rio-2016, apesar de não ter dado o seu máximo.
Bolt terminou a prova com o tempo de 10s12. Embora a marca esteja acima do que desejava o hexacampeão olímpico, que queria correr abaixo dos 10s, o velocista não encontrou dificuldades para bater seus concorrentes na prova.
Em segundo lugar, ficou o americano Ryan Bailey (10s24), seguido pelo brasileiro José Carlos Moreira, o Codó, com 10s51, e o holandês Churandy Martina, com 10s53.
Como é de costume em suas provas, o jamaicano acelerou nos últimos metros, ampliando a vantagem em relação aos adversários.
O velocista, no entanto, relevou o "mau" resultado e garantiu que o foco, ao menos na temporada, é outro.
- Não fiquei satisfeito, foi uma prova fraca. Meu técnico provavelmente vai ficar chateado comigo, mas pelo menos ganhei - disse o atleta, que enfrentou condições adversas, como pista molhada, e deixou evidente a falta de ritmo.
- Não me senti na melhor condição, faltaram corridas neste inicio de temporada para me preparar, mas é apenas o começo. Vou conversar com o meu técnico para melhorar ao longo do ano. Não estou preocupado, meu foco é nos 200m, que é onde eu quero bater o recorde (de 19s19).
Dono de seis medalhas olímpicas, o jamaicano também falou da motivação para continuar correndo.
- É mais difícil se manter no topo do que chegar lá. Quando você não chegou no limite, ainda tem motivação. Depois que conquistamos o topo, a gente fica até meio preguiçoco.
Perguntado sobre o "“dom"” para o atletismo, Bolt garantiu que, sem treino, de nada serviria seu talento.
- Algo que meu técnico sempre me falou: no circuito mundial, todos têm talento. O que nos diferencia é a quantidade de treinamento - disse.
O velocista se prepara agora para o Mundial de Revezamentos, que ser á nas Bahamas, no mês que vem.
No feminino, a jamaicana Veronica Campbell venceu com 11s04. Na prova paralímpica, a vitória foi de Richard Browne (EUA), com 10s88. O brasileiro Alan Fonteles não participou por um problema na prótese.

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