O Atlético entregou ontem ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva a defesa, na acusação de corrupção envolvendo o clube, o presidente do clube, Mário Celso Petraglia e o ex-presidente da Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf), Ivens Mendes.
Os advogados que representam Petraglia e o Atlético, Antonio Augusto, Valeri Perry, Miguel Reali Júnior e Marçal Justem Filho, querem adiar o julgamento, previsto para quinta-feira. Justem Filho explicou que vai basear a defesa em três argumentos: primeiro, que as fitas usadas como provas de corrupção são clandestinas e portanto não são aceitas pela Justiça. Além disso a defesa sustenta que o conteúdo das fitas não demonstra nenhum ato ilícito do clube e, principalmente, que o diálogo não está completo, pois foi editado pela Rede Globo, autora da denúncia.
A maior preocupação da diretoria do Atlético é com a condução do julgamento e as pressões que os auditores do STJD estão sofrendo. O Fluminense (RJ), que foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro, estaria tentando ‘voltar’ para a Primeira Divisão, no ‘tapetão’.
O presidente em exercício do Conselho Diretivo do Atlético, Marcos Aurélio Coelho, afirmou que a pressão do tricolor carioca é para que o presidente do Atlético e o clube sejam condenados. ‘‘Fomos surpreendidos com o movimento que tenta beneficiar o Fluminense, que perdeu a vaga na primeira divisão dentro de campo’’, comentou o advogado. ‘‘O julgamento já começou, nos bastidores’’.

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