Atlético volta atenção para a Copa Sul
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quinta-feira, 25 de março de 1999
Fernando Tupan 
Nem bem o juiz Carlos Eugênio Simon apitou o final da partida Atlético 0 x 0 Cruzeiro, pela Copa do Brasil, na quarta-feira à noite, a preocupação rubro-negra já passou a ser a decisão da Copa Sul Brasileira. No domingo, às 16h15, no Alto da Glória, o rubro-negro joga contra o Paraná Clube, com transmissão ao vivo pela TV, para todo Brasil, menos Curitiba.
Um empate ou uma vitória coloca o rubro-negro na final da competição para jogar possivelmente com o Grêmio de Porto Alegre, que lidera a outra chave e poderá até perder por dois gols de diferença para o Inter que ainda estará classificado.
Para o jogo contra o Paraná, o time de Antônio Clemente vai ser diferente. O meia Jean teve uma distensão muscular na partida frente ao Cruzeiro, e deve ficar no mínimo três semanas no Departamento Médico. O lateral-direito Alberto recebeu o terceiro amarelo contra o Coritiba e cumpre suspensão automática.
O mistério da escalação vai continuar no Atlético. O técnico Clemente disse novamente que só dá a formação do time no Couto Pereira. Ele vai experimentar vários jogadores e aqueles que se encaixarem melhor no esquema tático serão os titulares.
Copa Brasil - O Atlético empatou em 0 a 0 com o Cruzeiro, na quarta, no Couto Pereira, no jogo de ida da Copa do Brasil. Na quarta, 31, os times se enfrentam novamente. Se o Atlético vencer ou conseguir um empate com gols, vai continuar na competição e pega a Portuguesa/SP, que venceu o Independência, do Acre, por 3 a 1.
Melhor nos 90 minutos, o Atlético merecia vencer. Foi mais time no primeiro e no segundo tempo. O técnico Levir Culpi escalou o Cruzeiro com três cabeças de área, deixando claro que um empate seria satisfatório para os mineiros. Os meias ofensivos Valdo e Djair jogaram recuados, cobrindo os avanços dos laterais.
Mas o maior problema do rubro-negro na partida de quarta não foi o Cruzeiro, mas sim a arbitragem. Carlos Eugênio Simon, do Rio Grande do Sul, truncou muito o jogo, não puniu jogadas violentas, deixando de marcar faltas claras. Em campo os jogadores chiaram muito das marcações. No vestiário, os dirigentes e o treinador também reclamaram da arbitragem. Do outro lado, o Cruzeiro também reclamou do árbitro que teria deixado de dar um pênalti a favor do time mineiro.


