Curitiba - O elenco atleticano ficou revoltado com as declarações do dirigente Ademir Adur após o jogo contra o Joinville. Ele disse a emissoras de rádio de que falta vergonha aos jogadores. O mal-estar, provocado pela declaração, obrigou o Conselho Gestor a se reunir logo após a reunião do Conselho Deliberativo, na noite de ontem. Até o fechamento desta edição os cartolas atleticanos continuavam em discussão.
No domingo, após o empate em 1 a 1 com o Joinville, o superintendente de futebol, Alberto Maculan, e Adur decidiram que iriam se afastar. Mais tarde a assessoria do clube negou o pedido de demissão dos dirigentes. Ontem, Maculan confirmou ter colocado o cargo a disposição porque se sentiu envergonhado pelo desempenho do Atlético contra o time catarinense.
Espera-se que dessa reunião sejam tomadas algumas medidas duras contra alguns atletas. Fala-se que Kléber e Alessandro podem ser afastados temporariamente do elenco para um trabalho de recondicionamento físico. Nesta temporada, eles são os mais criticados pela torcida.
O zagueiro Nem não acredita que Adur tenha dado a declaração procurando colocar todos no mesmo saco. ‘‘Ele não disse para todo mundo. Se ele falar isso para mim, eu retruco. Eu tenho vergonha na cara. Sou homem, respondo pelos meus atos’’. Kléber desdenhou a declaração.’’Ele paga a gente e pode falar o que quer.
A diretoria antecipou a concentração para o jogo contra o Malutrom em um dia. Os dirigentes tomaram a medida devido aos boatos que jogadores estariam caindo na vida noturna.
O Atlético Paranaense espera espantar a crise com uma vitória sobre o Malutrom, amanhã, às 20h30, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba. O técnico Geninho prometeu mudanças. Luisinho Netto pode entrar no lugar de Alessandro. Kléber é outro que corre o perigo de sair.

mockup