Curitiba - Na briga contra o rebaixamento, Atlético e Paraná encerram a rodada em posições trocadas. Antes dos jogos de ontem era o Furacão que ocupava a incômoda 17 posição, mas a suada vitória sobre o Palmeiras, aliada à derrota do rival para o Sport, foi o suficiente para deixar o mico na mão do Tricolor.
Jogando no mesmo horário pela segunda vez seguida após 13 rodadas sem que isso acontecesse, os dois times ficaram atentos às transmissões de rádio, para acompanhar o desempenho do rival. Tanto que na Arena, mais do que a estréia de Piauí e de Marcelo Ramos, e do retorno de Rogério Corrêa, principal surpresa na escalação, o primeiro momento de emoção veio com o anúncio do 1º gol rubro-negro do dia, marcado pelo Sport. Aproveitando descuido da desentrosada zaga paranista, Romerito aproveitou cruzamento e abriu o placar já aos dois minutos.
O Palmeiras quase fez o mesmo aos nove, quando Caio aproveitou rebote da zaga para soltar a bomba e assustar Viáfara pela primeira vez. E se na Ilha do Retiro os donos da casa mandavam no jogo, na Arena acontecia o contrário. Com muita pegada - e alguns lances ríspidos - o Verdão pressionava a meta atleticana, mas insistia em chutes de longe, com Makelele e Caio. Enquanto isso, seus torcedores enfrentavam fila do lado de fora. Mas chegaram a tempo de ver o antigo carrasco Marcelo Ramos quase marcar o sonhado 400º gol, que seria o 17º sobre o time paulista, em cabeçada que passou rente ao pé da trave de Diego Cavalieri.
O empate parcial deixava o Atlético atrás do rival curitibano, algo que Netinho não queria. Depois de um bom ensaio aos 26 minutos, quando Dininho salvou a meta palmeirense, o jovem meia bateu falta com perfeição, no ângulo esquerdo de Diego Cavallieri, abrindo o placar aos 39. Gol que tirava o Furacão da degola, ainda mais porque, logo em seguida, o Sport chegou ao 2º gol, com Da Silva, aos 41.
No intervalo, Netinho ofereceu o gol ao treinador. ''O Ney tem cobrado muito este tipo de lance e eu, o Ramon, o Edno e o Claiton temos treinado bastante as cobranças. Hoje eu fui feliz'', ressaltou.
Mas a festa da maioria dos mais de 23 mil torcedores presentes ao estádio não durou. Com o atacante Luís Henrique no lugar de Makelele, o Palmeiras partiu para cima e tomou o controle da partida. Principalmente após Ferreira e Gustavo chocarem cabeças e o colombiano cair desacordado no gramado. Com suspeita de traumatismo craniano, o meia deixou o campo na maca, e o zagueiro palmeirense também teve que sair da partida - não sem antes levar injusto cartão amarelo do árbitro Wagner Tardelli, que teve atuação sofrível, deixando de dar um pênalti para os donos da casa e com excessiva complacência com jogadas mais violentas.
Os lances de perigo eram raros, e foi em outra falta, aos 21, que saiu o gol de empate. Da ponta-direita, Wendel cobrou na cabeça de Dininho que, livre de marcação, cabeceou para a rede.
Por alguns momentos, o temor de seguir na zona do rebaixamento tomou conta do estádio, ainda mais quando o Paraná diminuiu com gol de cabeça de Jeff, que acabara de entrar, aos 31 minutos. Medo que se agravou com duas chances claras perdidas por Luís Henrique, em chutes quase a queima-roupa, salvos por Viáfara. Mas o dia era de festa em vermelho e preto, e Pedro Oldoni, que entrou aos 33, só precisou de três minutos para fazer o seu, após boa jogada entre William, Netinho e Marcelo Ramos.
Em seguida, Carlinhos Bala apenas aumentou a alegria atleticana, e a preocupação paranista, fazendo o 3º gol do Sport, em Recife. Agora, Atlético e Paraná medem forças no próximo domingo, no clássico na Arena, em jogo que pode decidir a sorte das duas equipes.



EM CURITIBA

Atlético-PR 2

Viáfara; Rogério Corrêa (Pedro Oldone), Antônio Carlos, Danilo e Jancarlos; Clayton, Valencia, Netinho e Piauí (Erandir); Marcelo Ramos e Ferreira (Willian). Técnico: Ney Franco

Palmeiras 1

Diego; Gustavo (Nen), Dininho e Francis; Wendel, Pierre, Makelele, Martinez (Luiz Henrique) e Leandro; Caio (Willian) e Max. Técnico: Caio Jr

Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (Fifa-SC)
Estádio: Kyocera Arena
Gols: Netinho, aos 40 minutos do 1º tempo; Dininho, aos 21, e Pedro Oldone, aos 38 minutos do 2º tempo

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