Curitiba - O trauma de ser eliminado na primeira fase diante de um inexpressivo adversário está desfeito na Arena. Se em 2008, o Corinthians alagoano privou os planos do Atlético na Copa do Brasil, ontem, na estreia do time na edição deste ano uma vitória convicente de 3 a 0 sobre o Tocantins, em Palmas, colocou o Furacão direto na segunda fase, sem precisar fazer o jogo da volta.
A amarga lição do ano passado deixou o time cauteloso. Diante de uma adversário praticamente desconhecido, o Atlético não conseguiu se soltar nos primeiros minutos. O atual campeão tocantinense exercia forte marcação e tinha, nas descidas do lateral Alvinho, a principal arma de ataque. O Atlético tentava em troca de passes superar a retranca. A partida era truncada e o primeiro lance de perigo aconteceu somente aos 21 minutos, quando o time da casa, com o atacante Dudu, arriscou forte de fora da área.
A resposta atleticana foi imediata e certeira. Dois minutos depois, Marcinho recebeu a bola na frente, enganou a marcação, invadiu a área e tocou rasteiro na saída do goleiro para balançar a rede. A resistência do Tocantins ficou ainda mais fragilizada, após o zagueiro Kanu deixar o gramado, contundido. Em vez de recompor a zaga, o técnico Rodrigues Gato, desfez o 3-5-2 e colocou o meia Léo.
Com menos marcadores, o Atlético teve mais espaço e, assim, fez valer o melhor entrosamento e a qualidade da equipe para ampliar a vantagem. Aos 39, Zé Antônio chutou cruzado e Rafael Moura desviou para marcar o segundo gol. O terceiro veio após dois minutos, quando Júlio César, de fora da área, mandou uma bomba indefensável.
Só depois de levar três gols e com a necessidade de fazer um para não ser eliminado que o Tocantins levou perigo, em um chute forte de Fábio Luís, para fora.
Orientado pelo técnico Geninho a não se acomodar com a vantagem, o Atlético tentou manter o ritmo no segundo tempo, mas foi o Tocantins que apertou e chegou duas vezes com perigo, mas os chutes de Martony e Dudu foram para fora. Aos 10, Júlio César reclamou pênalti, depois de ser derrubado pela zaga, mas o árbitro não marcou. Rafael Moura, de esquerda, quase ampliou a goleada.
Geninho fez alterações na equipe, colocando Jorge Preá e Lima no ataque e, apesar da dupla criar algumas chances, não teve sucesso. Mas também nem precisou, pois o Atlético já tinha alcançado seu objetivo e superado um recente trauma.

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