Curitiba - O Atlético vai mesmo jogar no sábado, contra o Internacional, em Goiânia, e ainda aguarda decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para definir onde vai atuar na partida contra o Criciúma, no dia 14 de novembro.
A diretoria atleticana enviou recursos pedindo a suspensão e a reavalição da pena imposta pelo STJD, devido aos objetos arremessados no campo da Arena da Baixada na partida contra o Atlético Mineiro, no dia 2 de outubro. Na última sexta-feira, o Tribunal determinou, por 3 votos a 1, a perda de dois mandos de campo do Rubro-Negro.
Porém, de acordo com o regulamento do Brasileirão, nenhuma data pode ser alterada sem aviso com dez dias de antecedência, por isso a diretoria queria a suspensão da punição na próxima rodada. Além disso, a cúpula rubro-negra pede revisão da pena porque, dos quatro votos, dois foram para perda de dois mandos de campo, um para perda de um mando de campo e outro para absolvição. Como todos têm o mesmo peso, a lógica simples remete à perda de apenas um mando de campo.
O efeito suspensivo foi negado ontem pelo STJD e, assim, o Atlético permancerá em Goiânia, após a partida com o Goiás (que seria realizada na noite de ontem) para poupar os atletas de uma nova viagem. O jogo contra o Inter está marcado para sábado, no Estádio Serra Dourada. Como a revisão da pena ainda será julgada, a diretoria vai aguardar a decisão para definir se jogará contra o Criciúma em Londrina ou Florianópolis.
Dagoberto A contusão e possível transferência de Dagoberto geram um mal-estar no Atlético. Depois que o atacante machucou o joelho esquerdo, o novo procurador do atleta, o apresentador Ratinho, deixou o atleta aos cuidados do fisioterapeuta Nivaldo Baldo, em Campinas (SP), com cirurgia já agendada nos Estados Unidos, com o médico norte-americano Jimmy Andrews. A operação fora do Brasil seria um pedido dos novos donos dos direitos federativos do jogador, o time italiano Roma.
A decisão teria irritado o chefe do departamento médico do Atlético, Edilson Thiele, que vinha cuidando do atleta e é referência mundial no tratamento de problemas no joelho. Thiele teria até mesmo encaminhado uma carta de demissão à diretoria, que não confirma nenhuma das informações.

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