Atlético teme morrer na praia
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sexta-feira, 26 de maio de 2000
Fernando Tupan De Curitiba 
Concentrados, os jogadores do Atlético esperam a chegada do horário do jogo contra o Paraná Clube, no jogo de ida pela semifinal do Campeonato Paranaense, amanhã às 15h30, para ganhar o gramado do Estádio do Pinheirão e não decepcionar os fanáticos rubro-negros. A dúvida nas arquibancadas é saber se o time não irá morrer na praia, como ocorreu na Copa Sul-Minas e na Taça Libertadores.
O treinador Oswaldo Alvarez não tem dúvida que desta vez o Furacão desbanca o opositor. Os jogadores estão com a cabeça no lugar. Sabem o que podem e o que não podem fazer. Sei que todos entrarão em campo buscando alcançar a vitória. Tivemos muitas decepções nas últimas semanas. Já chega.
Depois do treinamento secreto de ontem, no CT do Caju, Leonardo estava cotado para ser o companheiro de Gustavo. O zagueiro está totalmente recuperado da contusão na coxa que o deixou fora dos gramados desde o mês passado. Eu não sei se começo jogando. Mas se o professor me chamar, estou pronto para voltar, explicou Leonardo.
Apesar do otimismo de Leonardo, Reginaldo deve ser mantido entre os titulares. Alvarez jurou que o time está escalado com a mesma formação que enfrentou o Cruzeiro na quarta-feira passada. Não vou ter o Êmerson no banco de reservas porque cumpre suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo. Devo levar o Leonardo, que vem treinando desde o início da semana, revelou.
O grande adversário do Rubro-Negro não vai ser o Paraná e sim a cabeça dos atletas. Os últimos fracassos auxiliaram em muito a piração, mesmo sem os jogadores admitirem a dura realidade. O atacante Lucas falou estar imune a esse vírus. O lateral-esquerdo Jorginho jurou que está numa boa. O volante Luís Carlos Goiano afirmou que o grupo não é de fracassados e que vai provar isso.


