A queda-de-braço entre Atlético e Coritiba pelo atacante Cléber se parece muito com a disputa envolvento oatacante Kelly, que no ano passado assinou dois contratos de trabalho, com o Atlético e o Flamengo.
O passe de Kelly pertencia ao Lousano Paulista, de Jundiaí - hoje Etti, e foi emprestado ao Atlético no começo do Brasileiro de 97. Mas o Bragantino, seu ex-clube, que tinha participação na venda do atleta, acabou renegociando o passe com o Flamengo. Kelly foi orientado por seu empresário para se apresentar ao time carioca, onde jogou duas partidas. O Atlético, de posse do contrato assinado pelo jogador, entrou com um recurso junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva, obtendo ganho de causa.
Kelly voltou ao Atlético. Mas a CBF não reconheceu a decisão do STJD, alegando que o Atlético poderia ser punido caso utilizasse o jogador, por ele já haver atuado pelo Flamengo.
Na época, o presidente em exercício do Atlético, Ademir Adur, declarou que o atacante foi ‘‘ludibriado por seus procuradores’’. ‘‘Ele assinou primeiro com o Atlético. Demos entrada em sua documentação na CBF no dia 3 de julho. O Bragantino entrou com o registro do atleta no dia 10 e o negociou com o Flamengo. O jogador é que foi prejudicado’’. O Atlético, após ter o direito sobre o passe de Kelly reconhecido definitivamente pela Justiça Desportiva, acabou emprestando o jogador ao Flamengo pelo restante do Brasileiro. No início do ano, Kelly retornou ao rubro-negro paranaense. (E.I.)

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