Atlético sucumbe ao Imperador Adriano
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de maio de 2009
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Nas comemoração da indicação do Rio de Janeiro como sub-sede da Copa do Mundo de 2014 e do retorno de Adriano ao futebol brasileiro, o Atlético não resistiu ao Flamengo, apoiado por quase 72 mil pessoas no Maracanã, e perdeu por 2 a 1. Resultado que confirmou a péssima fase paranaense na Série A do Brasileirão. A dupla Atletiba não venceu nenhum jogo e ocupa a rabeira da classificação.
Levando-se em conta apenas a principal divisão do Nacional, a pífia campanha dos times do Estado na temporada só é melhor do que as de 1992, quando o solitário Atlético levou seis jogos para triunfar; e de 1994, quando o Paraná, também sozinho na elite, venceu só na quinta rodada. Ontem, o Furacão pouco fez para mudar o panorama. Dominado desde o início, o time limitava-se a observar o Flamengo trocar passes da intermediária para a frente, ameaçando seguidamente o gol de Vinícius.
O goleiro teve trabalho para salvar cabeçadas certeiras de Léo Moura e Adriano. O próprio Imperador e seu companheiro de ataque Emerson desperdiçaram outras duas boas chances. Do outro lado, Bruno pouco aparecia para defender as raras conclusões de Rafael Moura, isolado no ataque visitante. Mas todas as atenções estavam sobre Adriano, que indiretamente foi responsável pela abertura do placar, aos 14 minutos. Preocupado com a presença do artilheiro na área, Antônio Carlos desviou para as próprias redes cruzamento de Juan. "É coisa que um dia acontece. Infelizmente foi aqui no Maracanã", lamentou o zagueiro.
Em vantagem, os donos da casa recuaram e seguiram ameaçando nos contra-ataques, mas Toró e Adriano perderam boas oportunidades. No lado atleticano, Raul e Marcinho erraram as conclusões que o time conseguiu antes do intervalo.
E mal a bola rolou novamente, a festa de Adriano ficou completa. O Imperador fugiu da marcação de Rhodolfo e subiu sozinho para concluir de cabeça um cruzamento preciso de Léo Moura. E o Flamengo seguiu criando muitas chances, perdidas pelo preciosismo de Ibson, pela displicência de Juan e pelo individualismo de Adriano.
Poderia até ter goleado, mas foi castigado por não levar a partida tão a sério. Márcio Azevedo caiu na área, depois de ser tocado por Toró fora dela, e cavou um pênalti. Rafael Moura bateu de forma precisa e diminuiu, aos 24 minutos. Muito pouco para evitar mais uma derrota do vice-lanterna do Brasileirão.
NO RIO DE JANEIRO
Flamengo 2
Bruno; Léo Moura (Éverton Silva), Airton, Ronaldo Angelim e Juan; Willians, Toró (Welington), Kléberson e Ibson; Emerson (Éverton) e Adriano.
Técnico: Cuca
Atlético 1
Vinícius; Rhodolfo, Chico e Antônio Carlos; Raul (Manoel), Valencia, Rafael Miranda (Wesley), Julio dos Santos e Márcio Azevedo; Marcinho (Patrick) e Rafael Moura.
Técnico: Geninho
Estádio: Maracanã
Árbitro: Leonardo Gaciba (Fifa/RS)
Gols: Antônio Carlos (contra), aos 14 minutos do 1º tempo; Adriano, aos 50 segundos, e Rafael Moura, aos 24 minutos do 2º tempo
Público: 71.762
Renda: R$ 1.293.000,00


