Curitiba - No ano passado o Atlético viveu um calvário no Campeonato Brasileiro, esteve à beira de ser rebaixado e teve que apelar, nos últimos 14 jogos, por um santo antigo para salvar o time: o técnico Geninho. O comandante da inédita conquista do Brasileirão em 2001 não decepcionou e em uma incrível reação, além de evitar a degola, ainda conseguiu levar o time à Sulamericana. No Paranaense manteve o time em alta.
Apostou no mesmo grupo do Brasileiro, contou com a chegada do meia Marcinho, os gols do artilheiro Rafael Moura e dominou a competição. Tanto que pôde, durante o campeonato realizar inúmeros testes no time e terminou para aumentar o prestígio dele no clube, campeão.
Por pouco não fez desse primeiro semestre um momento ainda mais memorável. No duelo com o badalado Corinthians pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil, o Atlético embalado, quebrou a invencibilidade de 25 jogos do time paulista, com uma vitória de 3 a 2, na Arena. Contudo, os dois gols sofridos em Curitiba e outros desperdiçados no jogo da volta em São Paulo, minaram a equipe que foi eliminada da competição ao perder o segundo duelo por 2 a 0, em noite inspirada de Ronaldo.
A eliminação, porém, não foi frustrante. Diante de um dos favoritos à conquista do Brasileiro, o Atlético mostrou potencial e um time com uma boa safra de pratas-da-casa, como o lateral Raul, o zagueiro Chico e o ''Possesso'' Wallyson deu mostras que pode fazer uma campanha, no mínimo, sem sustos. ''Com alguns ajustes, temos condições de fazer um bom campeonato'', prevê o técnico Geninho.
O presidente atleticano, Marcos Malucelli tem a mesma impressão do treinador. ''Tem condição de começar muito melhor que o ano passado, o plantel está pronto, pouquíssimas posições para ser preenchidas'', afirmou.
Otimista, Malucelli colocou a equipe entre as quatro melhores. ''Tirando Internacional, São Paulo e Corinthians pelo momento que está vivendo, será que nós temos uma inferioridade flagrante contra os outros 16?''. A resposta só quando a bola rolar.

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