Atlético segue com a rotina de desperdiçar vitórias em casa
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domingo, 30 de agosto de 1998
Ed Carlos Rocha 
Albari RosaBola divididaLance de Atlético x Juventude no Durival de Britto: empate sem gols mantém rubro-negro nas últimas posições O Atlético Paranaense empatou ontem em 0 a 0 com o Juventude, na Vila Capanema, em Curitiba, e mais uma vez repetiu o que vem sendo rotina da equipe nesse Campeonato Brasileiro: teve boas chances para marcar o gol, mostrou intranquilidade e no final pôs a culpa na falta de sorte por mais uma partida sem vitória.
Em nove jogos na competição, o rubro-negro ainda não sabe o que é vitória e continua na vice-laterna, com seis pontos ganhos. Foi a segunda partida seguida em que não fez gol, o que ajudou para a condição de pior ataque do campeonato, com apenas cinco gols marcados. O empate serviu para manter o Juventude entre os oito primeiros colocados, com 13 pontos.
Nem a estréia do técnico João Carlos Costa foi suficiente para alterar o perfil do Atlético, que toca muito a bola, mas peca nas finalizações. Durante todo o jogo, o rubro-negro teve mais posse de bola e por várias vezes ficou rondando a área do adversário, mas sem finalizar corretamente.
A primeira chance para marcar foi aos oito minutos. Alberto cruzou e Caíco cabeceou por cima do travessão. Preocupado mais em não tomar gol do que fazer, o Juventude só teve a primeira chance aos 27 minutos, quando Lauro aproveitou uma jogada de Sottile e, dentro da grande área, chutou a bola por cima do travessão.
A melhor oportunidade do Atlético no primeiro tempo aconteceu aos 48 minutos. Depois de uma cobrança de falta de Caíco, a bola sobrou na marca do pênalti para Edinho Baiano, que chutou na zaga.
O Atlético começou o segundo tempo mais disposto. Logo a um minuto Alberto entrou na área e rolou para Adriano, que teve o chute prensado pela zaga. Um minuto depois, Warley apareceu livre na entrada da área e rolou a bola para Paulo Miranda. De primeira, ele chutou por cima da trave.
O entusiasmo do Atlético cresceu a partir dos seis minutos, quando o zagueiro Capone foi expulso após fazer falta em Warley. O técnico João Carlos tentou aumentar o poder ofensivo colocando Lucas no lugar do meia Caíco. O Atlético passou a pressionar mais e encurralou o Juventude, que, por meio de contra-ataque, só deu um chute ao gol no segundo tempo, aos 27 minutos com Pontes.
Aos 33, num chute de Lucas, e aos 36, numa cabeceada de Reginaldo, o rubro-negro perdeu duas boas oportunidades.
Na saída de campo, sob vaias da torcida, os jogadores reclamaram da sorte. É impressionante: a bola bate no goleiro e não entra, disse o zagueiro Reginaldo.
FICHA TÉCNICA


