Atlético quer evitar clima de guerra
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quinta-feira, 09 de dezembro de 2004
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O clima de batalha está montado mas tudo o que o Atlético quer é evitar um confronto extracampo. Para os dirigentes rubro-negros, a ''ameaça vascaína'' não passa de uma maneira de intimidar o Furacão, que pode conquistar o título no domingo.
Apesar de um passado não tão confiável torcedores vascaínos já hostilizaram as equipes paranaenses em outras ocasiões , de atritos com o presidente do Vasco, Eurico Miranda, e da complicada situação do time carioca no Brasileirão, a diretoria atleticana afirmou que não vai armar um esquema de segurança especial para a partida de domingo.
A cúpula rubro-negra preferiu usar a ''política da boa vizinhança''. A diretoria afirmou que confia no presidente vascaíno e assegurou que sempre foram bem recebidos em São Januário. Ainda assim, o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) será mobilizado para manter a situação sob controle, principalmente porque cerca de três mil atleticanos devem desembarcar no Rio.
Com relação ao time, o técnico Levir Culpi começou ontem seus treinos secretos antes da partida. Jádson, que levou o terceiro cartão amarelo, deve ser substituído por Fernandinho. Dessa forma, Raulen ocuparia a ala-direita.
Copos O programa televisivo apresentado por Milton Neves exibiu imagens no domingo que mostravam um copo sendo jogado das arquibancadas da Arena da Baixada, durante a comemoração de um dos gols na vitória atleticana sobre o São Caetano por 5 a 2. Além disso, um outro copo teria sido arremessado do banco de reservas do Furacão.
O árbitro Elvecio Zequetto não relatou irregularidades e a reserva, Sueli Tortura, afirmou que nenhum objeto arremessado da arquibancada caiu no gramado. O copo atirado do campo de reservas foi desconsiderado, de acordo com Sueli, porque não poderia comprometer a partida.
Ontem, em nota oficial, o Atlético acusou o repórter Fábio Lucas Neves, filho de Milton Neves, de pressionar a arbitragem para relatar o caso na súmula, o que não acabou acontecendo, e a equipe não corre o risco de perder o mando de campo na última partida em casa.


