Curitiba - O drama do ano passado, de ter que lutar para simplesmente permanecer na Série A e evitar o fiasco do rebaixamento, ainda está vivo no Atlético. Nessa temporada, ninguém no clube quer ver esse filme se repetir. A ordem a partir de hoje, na estreia no Brasileirão, diante do Vitória, às 16 horas na Arena, é somar pontos desde o início, evitar sustos e buscar uma vaga na Libertadores.
''O time vai entrar para fazer uma boa participação, para que não aconteça o que ocorreu no ano passado, que foi (apenas brigar para) escapar do rebaixamento. Para não dar sustos, desde a primeira partida temos que fazer uma boa apresentação'', disse o goleiro Galatto.
O camisa 1 atleticano tem recebido críticas desde o Atletiba, na penúltima rodada do Paranaense, quando não conseguiu segurar o chute de Marcelinho Paraíba no primeiro gol da vitória alviverde. Na última quarta-feira, contra o Corinthians, o chute de Ronaldo que abriu o placar de 2 a 0 (que eliminou o Rubro-Negro da Copa do Brasil) para muitos foi defensável. ''A crítica faz parte, temos que conviver com isso. Quem falou nunca botou chuteira'', rebateu, contrariado.
Questionamentos à parte, o goleiro tem a confiança do técnico Geninho, que avalia como ''normal'' o momento de Galatto. Alterações no sistema defensivo, somente por obrigação. E por essa razão, Geninho muda a equipe para a estreia. Antonio Carlos, com dores na coxa, foi vetado. Para substituí-lo, Rafael Santos e Gustavo brigam pela vaga.
Em outras posições, o treinador deverá manter a base do Paranaense. Com isso, Geninho, que irá começar o Brasileiro sem muitas novidades (os reforços devem vir das categorias de base), aposta no entrosamento e na força da equipe para começar bem a competição, que para ele será equilibrada: nem mesmo a repatriação de estrelas como Fred, no Fluminense, Adriano, no Flamengo, e Ronaldo, no Timão, devem desequilibrar a disputa. ''Acredito que não. Vai ser equilibrado e o time que tiver mais regularidade vai chegar''.
No Vitória, campeão baiano, Ramon está fora, poupado. Em seu lugar, Paulo César Carpegiani escala Vanderson.

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