Curitiba - Por meio de um comunicado oficial, o Atlético-PR anunciou na tarde de ontem que passará a cobrar das emissoras de rádio os direitos de transmissão de suas partidas. A medida, que entra em vigor a partir do início do Campeonato Brasileiro, no dia 10 de maio, determina a cobrança de R$ 15 mil por partida transmitida, ou de R$ 456 mil pelo pacote dos 38 jogos da competição nacional. E seria aplicada tanto nos jogos com mando de campo do Furacão, quanto nas partidas como visitante, para qualquer rádio do País.
De acordo com a diretora de comunicação do clube, Luciana Pombo, a decisão pela cobrança foi tomada após extensas discussões com os departamentos jurídico e de marketing. ''Esta é uma discussão que já existe dentro do Clube dos 13 e o Atlético saiu na frente. A idéia é regular esta questão da transmissão dos jogos a exemplo do que já ocorre com as transmissões televisivas'', afirma, destacando que o valor estabelecido corresponde a menos de 3% do pago pela Rede Globo pelas transmissões.
A decisão, inédita no País, é duramente questionada pelas rádios locais. ''O que acontece é que o Atlético soltou uma bomba sobre a sociedade radiofônica curitibana. Não questionamos o direito do clube, mas o valor estabelecido simplesmente inviabiliza uma equipe de rádio. Aliás, se fosse cobrado R$ 1 mil por partida já seria inviável'', questiona Moisés Machinsky, coordenador de esportes da Rádio Globo/CBN Curitiba.
Opinião parecida com a do diretor da Transamérica Curitiba, Rogério Afonso, que considera a medida absurda. ''São as rádios que movimentam os torcedores, que divulgam o time. Já impediram os setoristas de cobrirem os treinamentos do clube e agora vêm com mais esta proibição. Seria o mesmo cobrarmos pelas informações que divulgamos do Atlético ao seu torcedor'', resume.

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