Atlético promete ser mais forte em 97
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segunda-feira, 16 de dezembro de 1996
Júlio Tarnowski Jr.<br> Sucursal de Curitiba 
O Atlético Paranaense irá voltar mais forte em 1997 do que foi nesta temporada. A frase, dita pelo presidente Mário Celso Petraglia, passou a ser ordem dentro da sede do clube. A equipe campeã da Segunda Divisão da Série B de 95 terminou a temporada em sétimo lugar na Primeira Divisão, a Série A, do Campeonato Brasileiro.
Já estamos nos arrumando para a próxima temporada. Tudo que fizemos até agora serviu de base para o ano seguinte. Nossos principais jogadores têm contrato até julho de 97 e estamos renovando com aqueles que tiveram um bom desempenho no Brasileiro. O Atlético estará mais forte no próximo ano, afirmou Ademir Adur, o segundo homem na hierarquia atleticana e quem comanda as áreas administrativa e financeira do clube.
Para o dirigente rubro-negro, o ano foi positivo apesar do time não ter conquistado nenhum título. A fórmula do Campeonato Paranaense foi burra, cheia de chaves e etapas, que acabou desmotivando todo mundo. O Atlético ganhou mais pontos que o campeão (Paraná), compara Ademir Adur. Quanto ao Brasileiro, o dirigente reclama das últimas arbitragens, nos jogos contra o Fluminense e Santos, que acabaram operando o time.
Fomos prejudicados pelos acontecimentos diante do Fluminense. Não conseguimos depois administrar os cartões nas partidas seguintes e acabamos ficando fora das fases finais por um gol, disse Ademir Adur, admitindo também que alguns jogadores como o meia Nowak e o goleiro Ricardo Pinto, ambos contundidos, fizeram falta nos jogos considerados decisivos para a equipe.
Sobre o futuro do Atlético, Ademir Adur explica que apesar da dívida do clube, ela está sendo administrada, observou o dirigente não querendo revelar as pendências financeiras, a diretoria está planejando algumas ações imediatas, como a manutenção dos principais jogadores, do comando técnico do time, com a permanência de Evaristo de Macedo, a contratação de alguns reforços, e ainda a construção de novas arquibancadas no Estádio Joaquim Américo, que tem duas opções para ampliação. A primeira para 32 mil lugares e a segunda para 40 mil.
Temos dois projetos que estamos estudando. Mas iremos optar pelo melhor respondendo a tudo aquilo que resgatamos neste ano, disse o dirigente ao se referir à torcida atleticana. Essa foi a nossa melhor conquista. Se não ganhamos um campeonato temos a recompensa de ter tido apoio do torcedor. O Atlético é respeitado em todo o País, e a torcida tem boa parte de responsabilidade disso, concluiu Ademir Adur.
Mas como o co-irmão Coritiba, o Atlético quer manter boa base para 97, mas também pode se desfazer de um importante jogador. A princípio o atacante Oséas, 25 anos, seria o negociado, apesar da diretoria desmentir qualquer venda do jogador. Com o dinheiro pelo passe de Oséas, novamente convocado pelo treinador da Seleção Brasileira, Zagalo, o rubro-negro faria dinheiro para reforçar a equipe.


