Atlético-PR e São Paulo decidem vaga
Ed Carlos Rocha
De Curitiba
Na preleção para a partida de hoje contra o São Paulo, às 20h30, no Morumbi, que definirá um dos finalistas do Torneio Seletivo da Libertadores 2000, a palavra que os jogadores do Atlético mais deverão ouvir do técnico Oswaldo Alvarez é seriedade.
Apesar do Rubro-Negro já ter vencido o São Paulo duas vezes esse ano, por 4 a 1 e 4 a 2, e de até poder perder por um gol de diferença para chegar à final da competição, o treinador teme a traição do mata-mata. Em jogo mata-mata já vi vários times se superarem depois de aparentemente eliminados. Temos que estar ligados o tempo todo para não haver surpresa negativa, disse o treinador.
O outro finalista sairá do confronto entre Vitória e Cruzeiro, em Salvador. O Cruzeiro venceu o primeiro jogo por 3 a 1 e pode até perder por um gol esta noite no Barradão.
A vantagem do Atlético, hoje, no Morumbi, é boa. Como venceu o primeiro jogo da semifinal, no último sábado, em Curitiba, por 4 a 2, o Rubro-Negro só não fica com a vaga na final se perder por dois gols de diferença. Neste caso, o classificado será o São Paulo porque tem a vantagem dos resultados iguais em função de ter feito melhor campanha na primeira fase do Brasileiro.
Ao pregar seriedade para evitar surpresa, Vadão recorre à grandeza do próprio adversário. O São Paulo é uma equipe acostumada a grandes jogos e a decidir títulos nas circunstâncias mais contrárias possíveis. Além do mais, os jogadores estão com um novo astral depois da troca de treinador. Não podemos em nenhum momento imaginar que já ganhamos e que vai ser fácil.
E para evitar qualquer surpresa, o treinador deverá escalar a equipe de forma ofensiva, para não deixar o São Paulo crescer. É claro que existe o respeito e vamos nos cuidar, mas temos qualidade também para atacar e procurar a vitória, e não ficar apenas defendendo.
Por conta disso, apesar de ainda não ter confirmado, o técnico deverá escalar Lucas e Kléber no ataque e Adriano e Kelly armando no meio-de-campo. Os jogadores aprovam a idéia de ofensividade. Vamos respeitar o adversário, mas temos que fazer valer também a nossa característica de atacar sempre, disse Lucas.
São Paulo Sentado no gramado, rodeado pelos jogadores, Milton Cruz começou a comandar, ontem à tarde, o seu primeiro treino coletivo no São Paulo. Foram poucos minutos de futebol, mas muitos de conversa. Esta, na verdade, é a estratégia do técnico interino da equipe para superar o Atlético. Como não tive muito tempo para acertar a equipe, o jeito é apostar no bate-papo, afirmou o substituto de Paulo César Carpegiani.
Milton Cruz preferiu manter a base do time criada pelo antecessor. As únicas novidades são a volta de França, Carlos Miguel e Edmílson, este na defesa, no lugar do zagueiro Paulão. É uma posição que já conheço, disse o volante. Jaques retorna à reserva. O técnico, a exemplo de Carpegiani, faz mistério. Milton Cruz só vai divulgar a escalação momentos antes do jogo. (Colaborou Agência Estado)
NO MORUMBI
São Paulo
Rogério; Anderson, Edmílson, Wilson e Fábio Aurélio; Jorginho, Carlos Miguel, Vágner e Raí; França e Marcelinho. Técnico: Milton Cruz
Atlético-PR
Flávio; Alberto, Gustavo, Leonardo e Vanin; Axel, Fabiano, Adriano e Kelly; Lucas e Kléber. Técnico: Oswaldo Alvarez
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)
Estádio: Morumbi, em São Paulo
Horário: 20h30Time de Vadão pode até perder por um gol, hoje, no Morumbi, que se classifica para decidir um lugar na Libertadores de 2000
Albari RosaQUESTÃO DE TÁTICAPara o atacante Lucas, apesar da vantagem, o Atlético tem de atacar para não deixar o São Paulo crescer





