Curitiba - Com apenas 28 pontos, o Atlético tem apenas um ponto a mais que o Vasco da Gama, o primeiro na zona de rebaixamento, e vive uma crise, ainda que negada, técnica e de estabilidade emocional. Mesmo com esses ingredientes, não está na pauta do clube a contratação de um psicólogo para auxiliar o time nas próximas rodadas, que irão determinar o futuro da equipe na competição.
  A má campanha influenciou o presidente do Conselho Gestor, João Augusto Fleury da Rocha, que declarou nesta semana que disputar a 2ªDivisão ‘‘não seria vergonha’’. A frase foi recebida com frieza pelos atletas e pelo técnico Geninho, que minimizou o depoimento. ‘‘Não acho que o presidente quis dizer que a queda do Atlético é uma coisa natural, ele quis dizer que a queda do Atlético não seria o fim do Atlético’’.
  Um dos atletas mais experientes do elenco e considerado uma liderança dentro de campo, Gustavo disse que declarações como essas não servem para o grupo. ‘‘Ele falou isso não sei com que pensamento, é lógico que não é normal, é a nossa carreira em jogo e nossa vida pessoal. A gente está tão focado neste jogo que qualquer interferência que venha ajudar positivamente a gente acata, o que não servir deixamos do lado de fora’’, afirmou.
  Apesar disso, o psicólogo do esporte, Gilberto Gaertner, disse que um trabalho planejado poderia dar resultados positivos. ‘‘É uma situação muito delicada, ainda mais quando começa o esfacelamento do grupo, o que representa um sintoma a mais disso. Nesse caso, no final de uma temporada, sem um conhecimento melhor dos atletas e da situação, seria difícil um trabalho’’.

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