Atlético-PR corre contra o tempo
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quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Rubens Chueire Jr. <br> Equipe da Folha 
Curitiba - A partir de hoje faltam exatamente mil dias para o início da disputa da Copa de 2014 no Brasil. Mas como andam as obras dos estádios? No Paraná, a Arena da Baixada, campo do Atlético-PR, em Curitiba, vai receber os jogos do Mundial e, após o Conselho Deliberativo do clube ter descartado a participação de empreiteiras no processo em julho deste ano, o impasse para iniciar as obras parece estar perto do fim. A previsão é que a partir de outubro elas entrem no cronograma normal.
As construtoras OAS e Triunfo tinham apresentado propostas que levariam o orçamento inicialmente previsto em R$ 180 milhões para R$ 220 milhões. Mas venceu a proposta do ex-presidente Marco Aurélio Petraglia, propondo que o clube tocasse o projeto com recursos próprios.
Para acompanhar e gerir as obras, incluindo a execução financeira, será criada uma Sociedade Para Propósitos Específicos (SPE), a ser presidida por Petraglia, juntamente com oito conselheiros do Atlético, que cuidarão cada um de áreas específicas do projeto. A SPE será formalizada em reunião no próximo dia 23 entre os conselheiros. Em seguida, ela poderá receber os empréstimos bancários e fazer outras transações financeiras.
''As obras para a Copa foram iniciadas quando concluímos as arquibancadas do anel inferior. E, posteriormente paralisadas para uma adequadação. Agora tudo será retomado'', disse o presidente do Conselho Deliberativo, Gláucio Geara.
Ele também informou que o custo real da obra será apresentado em uma reunião no próximo dia 27. ''Esperamos que nesse dia o valor do custo seja divulgado'', completou. De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, Petraglia esteve em reuniões com representantes da Prefeitura e do Governo Estadual nas últimas semanas.
Demora
A reforma deveria ter começado em 2010, mas uma séria de indefinições sobre o modelo de financiamento fez com que o Atlético-PR adiasse por diversas vezes o pontapé inicial para concluir o estádio. Mesmo com cerca de 70% das instalações adaptadas às exigências da Fifa, o estádio atleticano era o único entre as 12 sedes que não tinha iniciado sua preparação para o Mundial.


