Atlético pode decidir Libertadores fora do PR
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segunda-feira, 27 de junho de 2005
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Caso confirme a classificação à final da Libertadores, contra o Chivas, na quinta-feira, o Atlético corre o risco de ter que mandar seu jogo da decisão fora do Estado. A Kyocera Arena, com 23 mil lugares, tem capacidade aquém do exigido pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para a partida e o único estádio que poderia abrigá-la é o Couto Pereira, do rival Coritiba. E o presidente do Alviverde, Giovani Gionédis já avisou que não deve ceder o espaço aos rubro-negros.
Por enquanto, a diretoria atleticana adota o silêncio, até porque a equipe, apesar da vantagem de poder perder por até dois gols de diferença, ainda não está classificada. De acordo com a assessoria de imprensa do clube, a proposta do Atlético à Conmebol deve ser encaminhada na segunda-feira.
Existia a esperança de que o Estádio do Café pudesse abrigar o jogo. A possibilidade era até bem vista pelos rubro-negros, pois Londrina não é tão distante da Capital e os torcedores londrinenses têm certa afinidade com o Furacão Fernandinho, Jádson, Alan Bahia, Kléberson, Dagoberto e tantos outros jogadores nasceram ou se formaram em Londrina, no PSTC, antes de integrar o Atlético. No entanto, em vistoria realizada em novembro do ano passado, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) e a Polícia Militar confirmaram capacidade para 32 mil pessoas, também aquém ao exigido pela Conmebol.
De acordo com a FPF, o único local no Paraná capaz de abrigar a partida seria o Couto Pereira, com capacidade para 38 mil pessoas. A assessoria da federação revelou que os delegados da Conmebol teriam adiantado no jogo entre Atlético e Chivas, na última quinta-feira, que abririam uma exceção e permitiriam a decisão no estádio do Coxa, mesmo com duas mil pessoas a menos.
A diretoria do Coritiba teme pela integridade de seu recém-reformado estádio. Ontem, a assessoria de imprensa do alviverde reafirmou que o presidente Giovani Gionédis descarta qualquer chance do Atlético disputar a final da Libertadores no Couto Pereira, nem mesmo com um acordo para que o Rubro-Negro pague possíveis estragos causados pelos torcedores.
O Atlético estuda também outras possibilidades. A primeira é convencer a Conmebol de que o regulamento da Libertadores exige 40 mil lugares, mas não necessariamente com assentos. Assim, a diretoria poderia retirar as cadeiras e disponibilizar a capacidade requerida pela Fifa. Uma outra seria a de agilizar um acordo com o Colégio Expoente, atualmente no terreno que o Atlético precisa para terminar seu estádio, para que o clube possa erguer arquibancadas emergenciais no espaço ocupado pela escola. A terceira seria mandar o jogo fora do Estado, no Rio Grande do Sul, por exemplo. No entanto, a decisão da diretoria rubro-negra só será conhecida após a partida contra o Chivas.


