O Atlético Paranaense deixou escapar ontem a chance de assumir a liderança do Módulo Azul da Copa João Havelange. Numa partida ruim tecnicamente, a equipe empatou por 0 a 0 com o Palmeiras, na Arena da Baixada, em Curitiba, e continuou na segunda colocação do campeonato, agora com 11 pontos em seis jogos, dois pontos a menos do que o líder Goiás.
O rubro-negro até criou algumas oportunidades de gol, mas pecou nas finalizações. A equipe curitibana também abusou dos erros de passes, irritando os torcedores que foram à Arena. O Palmeiras, sem poder ofensivo, se limitou a não deixar o Atlético jogar, em muitos casos até com faltas violentas.
Apesar da vitória da última sexta-feira sobre o Atlético Mineiro, o técnico do rubro-negro, Artur Neto, mudou o lado direito do time, tirando Luisinho Netto para a entrada de Rogério Souza e Perdigão para a entrada de Gilson Batata. A intenção era dar mais agilidade por aquele lado e aproveitar uma suposta lentidão dos marcadores palmeirenses no setor.
No primeiro tempo, o Atlético forçou mesmo boa parte das jogadas ofensivas pelo lado direito. No entanto, Rogério Souza e Gilson Batata não conseguiram criar boas oportunidades de gol.
A primeira chance foi criada pelo Palmeiras. Depois de uma bobeira do zagueiro atleticano Emerson, aos três minutos, Flávio chutou forte e Flávio fez boa defesa.
O Palmeiras insistia muito nas jogadas pelo meio e facilitava a marcação do Atlético. Tanto que a partir dos 25 minutos, o técnico palmeirense, Marco Aurélio, passou a gritar na beira do gramado para que o time avançasse para o ataque também pelas laterais, principalmente pela esquerda do ataque, onde havia mais espaço em função dos avanços do lateral Rogério Souza.
Valorizando mais a posse de bola, o Atlético só conseguiu criar uma boa oportunidade para marcar aos 28 minutos. Num cruzamento pela esquerda, Gilson Batata pegou de primeira no lado direito da área e Sérgio rebateu. Um minuto depois, foi a fez de Kelly quase marcar. Ele chutou forte pela esquerda e Sérgio rebateu para escanteio.
A partir daí, o Atlético cresceu e encurralou o Palmeiras, que se posicionou para o contra-ataque. O problema é que o Furacão tinha a posse de bola, mas faltava qualidade no passe para que ela chegasse ‘‘redonda’’ aos atacantes.
Para tentar melhorar o passe no segundo tempo, o técnico atleticano sacou Kléberson do time e colocou Silas. A mudança não surtiu efeito e os erros foram aumentando. Apesar de ter maior domínio do jogo, o Furacão não conseguia articular jogadas que pudessem resultar em gol.
As poucas vezes em que o rubro-negro esteve perto de marcar não soube aproveitar. Foi assim aos 15 minutos, quando conseguiu uma falta na entrada da área. Gilson Batata se encarregou da cobrança, mas bateu na barreira.
Ainda insistindo pela direita, o Atlético voltou a ter chance aos 21 minutos. Rogério Souza fez boa jogada e cruzou para Kelly. Ele matou a bola no peito, sozinho na marca do pênalti, mas errou o chute e mandou a bola por cima do travessão.
Depois disso, o jogo começou a ficar ruim. O Atlético continuou com mais posse de bola, mas os jogadores não conseguiam fazer a pressão resultar em gol. O Atlético poderia ter apagado um pouco a má impressão deixada até então no jogo aos 46 minutos. Kléber driblou quatro marcadores e chegou na frente do goleiro Sérgio. Só que, na hora de consagrar a jogada com o gol, chutou a bola por cima do travessão.

mockup