Sem sentimento de revanche, o Atlético Paranaense enfrenta hoje o xará Altético Mineiro no Estádio Joaquim Américo, às 20h30, pela Copa João Havelange. Os jogadores atleticanos encaram a partida contra o Galo como outra qualquer, sem lembrar o fato de terem sido desclassificados pelo adversário na Libertadores.
O técnico Arthur Neto faz mistério para escalar a equipe com a contusão do meia Kelly na partida contra o Gama, na terça-feira. A justificativa do treinador para esconder o substituto do atleta é para não dar ao adversário mais informações sobre o rubro-negro. ‘‘Eu tenho notícias quentes sobre o Atlético Mineiro. Estudo e faço meu esquema tático. Aposto que eles fazem o mesmo. Por isso, só darei a escalação momentos antes de entrar em campo. Faço isso para o bem do nosso time’’.
Cocito, Silas, Silvinho e Gílson Batata são os nomes mais cotados para substituir Kelly, que foi relacionado para concentrar, mesmo reclamando de fortes dores na clavícula. Dos quatros, o que tem mais chances de começar jogando é Cocito, que fez um ótimo segundo tempo contra o Gama. Os outros três correm por fora, mas Gílson Batata é o que tem a menor chance de ser escolhido.
A novidade deve ser a volta de Luisinho Netto. O lateral-direito participou normalmente do treino tático de ontem no Centro de Treinamentos do Caju, em Umbara. ‘‘Estou pronto para voltar ao time. Quero fazer contra o Atlético Mineiro uma boa partida e repetir a atuação no domingo, contra o Palmeiras, na Baixada. Já o lateral Héverton se encontra no Departamento Médico e não foi relacionado para concentrar com o grupo que joga hoje.
O zagueiro Reginaldo está encarando como grande responsabilidade o jogo de hoje. ‘‘Eles nos desclassificaram na Libertadores. A torcida estará no nosso pé para tentarmos a vitória. Devido ao valor individual da nossa equipe, os torcedores estão mais exigentes. Eles irão ao estádio com a certeza que temos a obrigação de vencer’’.
Como bom mineiro, o volante Marcus Vinicius fala que o rubro-negro está comendo pelas beiradas. ‘‘Perdemos dois ou três jogadores antes de iniciar a Copa João Havelange. Neste início de campeonato estamos acertando nosso time. Está sendo difícil. Mas a cada jogo nosso entrosamento melhora e as peças estão se encaixando’’.
Administrar a confiança do elenco neste início de competição vem sendo o trabalho mais árduo de Arthur Neto. ‘‘A gente sabe que não pode vencer todas. O Gama, que vencemos na última terça-feira, é um exemplo. Eles ganharam na primeira e segunda rodadas, depois foram goleados pelo Corinthians e quando chegamos em Brasília, a imprensa apostava em vitória. Vencemos e hoje a situação é bem diferente no Distrito Federal. Quando fomos derrotados pelo Bahia, conversei muito com os atletas. Falei que era início de campeonato e que todos estavam se ajustando e que eles não precisavam se preocupar’’.
O meia Kelly fez raio X e nada foi constatado no ombro. Mas ele garantiu que está fora do jogo de hoje. ‘‘Incomoda muito essa contusão. Quando viro sinto uma fisgada no ombro. Fico de fora dessa partida e devo voltar no domingo. Tive essa mesma contusão na final do Campeonato Paranaense, contra o Coritiba’’.
Somente na próxima semana é que o zagueiro Gustavo voltará a treinar normalmente com o elenco. Recuperado da contusão no tornozelo, o jogador está sem ritmo de jogo. Sua última partida foi na final do Paranaense, contra o Coritiba, há quase dois meses. ‘‘Estou cansado de ficar do lado de fora olhando meus companheiros treinando. Quero voltar o quanto antes. Mas também não quero antecipar minha volta. Posso me machucar novamente e ficar de fora de toda a competição’’.

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