Atlético não vê a hora de pegar o Galo
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terça-feira, 09 de maio de 2000
Fernando Tupan De Curitiba 
Se depender dos torcedores que irão comparecer amanhã no Estádio Joaquim Américo, às 21h40, o Atlético Paranaense já venceu o Atlético Mineiro. Todos os ingressos para estudantes e mulheres foram vendidos. Agora, para a partida decisiva das oitavas-de-final da Taça Libertadores da América, só restam dois mil ingressos para arquibancadas e 500 cadeiras. Quando os atletas entrarem em campo acharão um gramado reformado na Baixada. O Rubro-Negro tentará quebrar a vantagem do Galo. Faz 45 dias que não acontece nenhum jogo no estádio.
O técnico Oswaldo Vadão Alvarez pretende usar o 4-4-2 contra os mineiros. O ataque vai ser formado por Lucas e Kléber o centroavante garantiu sua escalação depois dos quatro gols marcados contra o Rio Branco, no sábado passado, no Estádio do Pinheirão.
A baixa vai ser o zagueiro Leonardo, que voltou a sentir dores na coxa no treinamento de ontem. Reginaldo foi confirmado na zaga, com Gustavo sendo deslocado para exercer a função do contundido. Vadão acredita que a dupla irá parar Marques e Guilherme.
O Reginaldo é um jogador experiente e está com gana de enfrentar o Atlético Mineiro. Ele ainda não esqueceu o gol-contra que marcou na partida de ida. Seu objetivo primordial amanhã será parar o ataque mineiro. Num escanteio ele irá eventualmente ao ataque para, quem sabe, marcar um golzinho, disse o treinador atleticano.
Luizinho Netto está garantido na lateral-direita. Em Minas Gerais ele levou uma pancada no joelho e ficou no Departamento Médico até segunda-feira. Ontem participou normalmente dos treinamentos do Centro de Treinamentos do Cajú, no Umbará. Essa partida eu jogaria mesmo que fosse de muletas. É a mais importante da história do clube e quero fazer parte dela.
O atacante Lucas lembrou que na partida de ida o elenco manteve a calma. Fomos provocados e não respondemos às provocações. Isso mostrou a nossa mentalidade e maturidade. Na quinta nós não vamos levar a campo as agressões físicas e psicológicas que recebemos em Belo Horizonte.
O meia-de-campo Adriano está numa boa. Nenhum pouco preocupado com o que Guilherme poderá lhe assoprar no ouvido. Ele tentou me desmoralizar em campo lá em Belo Horizonte. Me chamou de inexperiente e jovem, tentando me amedrontar e intimidar. Disse ainda que ganhava R$ 150 mil e por isso eu devia respeitá-lo. Estou na boa. Não vou responder suas babaquices. Minha resposta será depois dos 90 minutos com a classificação do Atlético para a próxima fase.
O Santos continua tentando a contratação do técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão. Os dirigentes ofereceram R$ 120 mil para o procurador do treinador atleticano. Desde do último domingo o presidente Marcelo Teixeira vem tentando levá-lo. Vadão vem esnobando a equipe paulista desde o início do ano. Ele jura que vai ficar no Atlético. Como sair da equipe do futuro e do momento. Estamos num estágio que não trememos para nenhum adversário. Estou satisfeito aqui em Curitiba.


