O Atlético não reconhece o valor de R$ 1,2 milhão como saldo devedor do parcelamento concedido em 28 de julho de 93, processo CDF 01/93, cujo saldo é de 5% do borderô durante as partidas de mando do clube. O diretor superintendente, Alberto Maculan, contesta esse valor utilizando comprovantes assinados pelo tesoureiro da Federação Paranaense de Futebol (FPF) e com a planilha de acompanhamento desses débitos. Maculan mostrou à Folha que a dívida do clube em 23 de março de 2001 era equivalente a R$ 92 mil.
Todos esses documentos, segundo o dirigente, foram encaminhados e protocolados no INSS. ‘‘Nós estamos aguardando que o instituto atualize os seus registros. Esse débito é referente a apenas um parcelamento. No ano passado o rubro-negro foi fiscalizado pelo INSS. Das autuações dessa fiscalização, partes foram quitadas e outras foram parceladas em 60 meses dentro da lei’’, explicou Maculan.
Segundo o dirigente, as contas com o INSS estão rigorosamente em dia. ‘‘Nós fazemos tudo certinho, desde de 93. A FPF vem descontando nos borderôs dos jogos com mando do Atlético, 10% da renda. Cinco por cento é da contribuição normal e os outros cinco é correspondente a uma negociação efetuada em 1993, na gestão do ministro da Previdência, Reinhold Stephanes’’.
Recentemente o coordenador foi ao INSS e o débito do processo continuava alto. Maculan fez uma carta para a entidade solicitando informações e mostrando os valores. A resposta chegou verbalmente. ‘‘A FPF quando fez o Refis, incluiu esses débitos, o instituto agora tem que atualizar seus sistemas para chegar aos valores corretos’’.
Como esse é um trabalho burocrático do INSS, o clube tem que ficar esperando pela atualização dos computadores do órgão público para que a dívida seja retirada dos computadores. Maculan afirmou que todos os impostos estão em dia, desde fundo de garantia por tempo de serviço até contribuições previdenciárias.
O Atlético tem outros três acordos de parcelamento com o INSS. O primeiro é de uma dívida de R$ 769.212,54, com o pagamento mensal de R$ 12.820,21; o segundo é de R$ 564.096,54, cuja prestação é de R$ 9.401,61, e o terceiro tem um saldo de R$ 5.619,78, cuja prestação é de R$ 312,21.
Em 1993 os clubes de futebol fecharam um acordo com o órgão para pagar antigos débitos abatendo 5% da renda bruta de cada jogo, descontados diretamente no borderô e retidos pela própria FPF.

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