Atlético não define novo técnico
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quarta-feira, 25 de junho de 1997
Filipe Pimentel Curitiba 
A novela o novo técnico do Atlético continua. Ontem a noite, a diretoria ainda mantinha contato com alguns treinadores na tentativa resolver o impasse. Alguns esperavam que o clube amanhecesse hoje com novo técnico. Um dos mais cotados é Cilinho, ex-treinador do São Paulo e de vários clubes paulistas. É um do nomes pretendidos, mas também estamos tentando outros, afirmou o presidente em exercício do clube, Ademir Adur.
A dificuldade de encontrar o técnico ideal para o Campeonato Brasileiro de 97 pode acabar tendo uma solução caseira. O diretor do clube, Ênio Fornéa, disse ontem, que o rubro-negro pode iniciar o Brasileirão com a comissão técnica interina, que está trabalhando com o elenco há duas semanas, formada pelo técnico Zequinha, pelo preparador físico Riva e pelo auxiliar técnico Nilson Borges. Se não encontrarmos o nome ideal vamos começar o Brasileiro com a comissão que já está aí, disse Fornéa.
O dirigente comentou que toda a diretoria está empenhada na busca de um novo técnico para o clube. Estamos estudando alguns nomes, analisando currículo e o passado dos treinadores, para não cometermos os mesmos erros do passado, afirmou. Sobre reforços, a diretoria prefere manter sigilo. E sobre a venda da dupla Oséas-Paulo Rink, nada se fala, nem se comenta.
O futebol está numa irrealidade sem tamanho. Um técnico não pode vir para o Atlético porque tem compromissos, outro porque não quer vir comandar um clube do Paraná, outro quer ganhar muito, outro quer ficar rico às custas do Atlético, desabafou o presidente afastado do rubro-negro, Mário Celso Petráglia. Ele está em São Paulo tratando de negócios relativos ao Atlético e pessoais.
A negociação envolvendo Oséas não ata, nem desata. A diretoria do Corinthians e o Banco Excel, que patrocina o clube, dependem da venda do atacante Túlio para contratar Oséas. Entretanto a negociação envolvendo o jogador e o Santos também não anda.


