Atlético muda para enfrentar o Peixe na Vila
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sexta-feira, 03 de outubro de 2008
Julio Cesar Lima<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Ainda sob a desconfiança dos torcedores que vaiaram a equipe após a eliminação da Copa Sul-Americana, no meio da semana, contra o Chivas, o Atlético busca sua reação no Campeonato Brasileiro hoje, às 18h20, contra o Santos, na Vila Belmiro, na Baixada Santista, para ganhar tranqüilidade e fugir da zona de rebaixamento. A equipe está em 16º lugar com 28 pontos, e foi beneficiada pela derrota da Portuguesa e o empate do Fluminense no início da rodada, que a mantiveram fora da zona de risco.
Além da situação delicada, o time sofreu desfalques durante a semana e entra com uma nova disposição tática, com o meia Ferreira jogando à frente com Pedro Oldoni, que perdeu seu companheiro de ataque Rafael Moura, lesionado.
As maiores novidades acontecem no meio de campo, com o meia Kelly entrando como titular pela primeira vez desde que voltou ao Rubro-Negro. Além dele, o volante Chico ganhou a disputa com Alan Bahia e completa o setor na vaga de Fernando, também contundido e fora da partida.
O lateral-direito Rodriguinho perdeu a posição para Renan, que se destacou nos treinos da semana. Pela esquerda, Márcio Azevedo entra no lugar de Netinho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. No gol, o goleiro Galatto, recuperado de uma pancada na cabeça sofrida no Atletiba, volta para o time titular no lugar de Vinícius.
Para o meia Kelly, há uma grande motivação para iniciar a partida. "Nós ficamos com muita ansiedade vendo do lado de fora, mas agora vou fazer o melhor para ajudar a equipe, mesmo sabendo das minhas dificuldades por causa do ritmo de jogo, mas com certeza a gente sabe que consegue ajudar a equipe", afirmou.
Kelly quer transmitir dentro de campo um pouco de sua experiência. "A experiência que temos também ajuda, principalmente em um momento de pressão, onde estamos decidindo a história do clube, o futuro do clube e aí a experiência é válida".
Para o técnico Geninho, a equipe deve entrar em campo e fazer a parte dela. "Não adianta a rodada nos ajudar se nós ficarmos estáticos, precisamos somar pontos". Conhecedor do artilheiro Kléber Pereira, o treinador não escalou ninguém para fazer uma marcação especial, mas pediu muita atenção. "Ele se desloca em todos os lados do campo, então quem estiver no setor dele terá que marcar", afirmou.
Sobre a arbitragem, de Djalma Beltrame, do Rio de Janeiro, o treinador pediu um pouco mais de bom senso à comissão de arbitragem. "Há uma falta de bom senso na escala do árbitro. Meu próximo jogo é contra um time carioca e o juiz agora é carioca, e depois teremos um juiz gaúcho (Carlos Eugênio Simon), sendo que em seguida jogaremos contra o Internacional. Quem me diz se não posso perder um jogador por causa de cartão? Aí todo mundo vai levar isso em conta", avaliou.
Com uma história no clube santista, onde já trabalhou nas divisões de base, o técnico Geninho disse que isso termina na hora que o jogo inicia. "Tenho um carinho pela cidade, mas isso não tem nada a ver, não podemos misturar essas coisas. Ali estará o Geninho profissional, defendendo as cores do Atlético contra o Santos, que passa a ser, entre aspas, o inimigo do momento", afirmou.
No Santos, o meia Michael pode ser substituído por Molina ou Pará, caso não tenha condições de jogo. Além disso, o técnico Márcio Fernandes deve ter o meia Rodrigo Souto, que foi poupado de alguns treinos na semana, mas deve ser confirmado no setor de armação do clube paulista, que tem 30 pontos e ocupa a 14ª colocação.


