O julgamento do Atlético Paranaense no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, marcado para ontem no Rio de Janeiro, mobilizou a diretoria do clube, a torcida e até mesmo os políticos. Deputados federais paranaenses prometeram até criar a ‘‘CPI do Futebol’’ para apurar denúncias de corrupção em todos os níveis.
Os deputados federais Abelardo Lupion (PFL), Renato Johnson (PSDB) e Paulo Cordeiro (PTB), estavam presentes na sala do julgamento para dar apoio ao Atlético e prometer a CPI. ‘‘Esperamos que o Tribunal julgue em função dos fatos e não por politicagem. Está claro que o Fluminense está por trás disso tudo’’, afirmou Renato Johnson.
‘‘Em resposta a esta tentativa de prejuízo ao Atlético, vamos fazer a CPI do Esporte para trazer à tona todas essas coisas mal explicadas que se escondem atrás de transações de jogadores, de denúncias de árbitros e que chegam até Ricardo Teixeira’’, prometia o deputado Abelardo Lupion.
Além do julgamento de ontem, outra fonte para abrir a CPI é uma nova denúncia contra Ivens Mendes veiculada pela Revista Placar e envolvendo manipulação de resultados da seleção brasileira e a seleção argentina de futebol, nas Eliminatórias da Copa dos Estados Unidos.
Por causa das denúncias da revista Placar, o deputado Paulo Cordeiro tentou ontem mesmo enquadrar o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, como um dos denunciados a serem julgados. O pedido não foi aceito e Cordeiro terá que entrar com um protocolo próprio para novo processo.
Até o fechamento desta edição, o julgamento estava em curso e a ordem de apreciação das matérias previa primeiro o julgamento de Ivens Mendes, depois o do presidente afastado do Corinthians, Alberto Dualib, seguido de Mario Celso Petraglia e por fim a decisão sobre a suspensão ou não do Atlético Paranaense.

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