Belo Horizonte - Depois da derrota por 2 a 0 para o Olimpia em Assunção, no Paraguai, na noite de quarta-feira, o Atlético-MG precisará de uma reviravolta que só aconteceu uma vez em 53 anos de Libertadores para ser campeão.
Em nove decisões com o sistema de ida e volta em que um time saiu vitorioso da primeira partida por dois gols de diferença, apenas um conseguiu reverter a situação e ser campeão.
Isso aconteceu em 1989, quando o Atlético Nacional, da Colômbia, perdeu o primeiro duelo da final da competição daquele ano justamente para o Olimpia, por 2 a 0, mas conseguiu dar o troco em sua casa e foi campeão nos pênaltis.
O Atlético-MG precisará vencer o jogo da volta, na próxima quarta-feira, no Mineirão, por três gols de diferença para levar a taça ou dois para ir para a prorrogação.
Em 1987, o Peñarol, do Uruguai, também reverteu uma situação em que perdeu a primeira partida por 2 a 0, mas, nesse ano, o regulamento previa três jogos na final. O Peñarol ganhou o segundo confronto por 2 a 1 e o terceiro por 1 a 0, na prorrogação.

Confiança
Apesar da tarefa complicada, os jogadores do Atlético procuram demonstrar confiança. "É um resultado difícil, mas já revertemos uma vez e podemos reverter de novo", destacou o goleiro Victor.
O atacante Diego Tardelli também acredita na virada e aposta na força do time como mandante, em um Mineirão lotado, para conquistar o título da Libertadores, assim como os outros jogadores. "Vamos juntar todo mundo, a torcida, e continuar acreditando. Vamos de novo, é emoção até o final. Temos a força da nossa torcida e a final ainda não acabou", afirmou.
No duelo decisivo, o time não terá o lateral-direito Marcos Rocha e o lateral-esquerdo Richarlyson, que vão cumprir suspensão.

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