Belo Horizonte, 13 (AE) - A diretoria do Atlético-MG garante que a troca de técnico em cima da hora, com a saída de Humberto Ramos, que levou o time à decisão do Brasileiro de 99, e a contratação de Márcio Araújo, não deverá complicar a situação do time na Taça Libertadores.
Mas o clube enfrenta outro problema fora de campo: o empresário Juan Figer entrou com uma ação na Fifa contra o Atlético para cobrar uma dívida de US$ 300 mil. O Atlético corre o risco de sair da competição e ser rebaixado para a Segunda Divisão do futebol brasileiro.
O Atlético foi o clube que mais investiu no elenco para disputar a Libertadores. Além de a diretoria ter mantido quase todos os principais jogadores que decidiram o título do Brasileiro com o Corinthians, no ano passado, o elenco ainda foi reforçado. O clube conta com o apoio financeiro da CIE/Octagon/Koch Tavares e sonha conquistar pela primeira vez o título da Libertadores.
A principal contratação foi a do meia Ramón, que estava no Vasco e cujo empréstimo do passe custou R$ 500 mil. Ramón foi contratado por três meses, justamente para disputar a Libertadores. O Atlético tem prioridade na compra do passe do atleta, que está estipulado em US$ 3 milhões.
O armador Cleisson foi contratado do Grêmio por R$ 2,5 milhões. Outros reforços: do América-MG vieram o meia Irênio, contratado por seis meses, e cujo investimento custou R$ 150 mil
e o volante Gilberto Silva. Seu passe custou R$ 2,6 milhões.
O atacante Valdir, que estava no Botafogo-RJ, voltou para o Atlético, que contratou ainda os zagueiros Márcio, do Sport Recife, e Célio Silva, do Flamengo, mais o zagueiro argentino Diego Capria.
Este último fraturou a perna no primeiro treino no Atlético. Dos jogadores que disputaram o Brasileiro, três saíram: Galván, Robert e Belletti. O clube mineiro estreará contra o Bolivar, da Bolívia, quinta-feira, no Mineirão. O time deverá ser este: Velloso; Bruno, Márcio, Cláudio Caçapa e Ronildo; Valdir Benedito, Gallo, Cleisson e Ramón; Marques e Guilherme. (D.M.A.)

mockup