Agência Folha
De Belo Horizonte
O Atlético-MG derrotou o Vitória ontem, por 3 a 0, no Mineirão, e conseguiu reverter a vantagem que o time baiano tinha nas semifinais do Campeonato Brasileiro por ter feito melhor campanha na fase de classificação. Agora, os mineiros jogarão em Salvador podendo fechar a série com o Vitória já no próximo jogo, no domingo. Para isso, basta uma nova vitória, por qualquer placar.
Os baianos precisam agora vencer os dois jogos em Salvador ou então ganhar um por vantagem de três gols e empatar o outro para chegar à final do torneio. Só uma vez, em 1993, o Vitória foi à decisão do Brasileiro – perdeu a final para o Palmeiras. Apoiado por quase 80 mil pessoas, o Atlético começou a partida sufocando o rival. Concentrando as ações de ataque pela esquerda – os três gols saíram pelo setor –, encurralou a equipe baiana e abriu o marcador logo no quarto minuto de jogo. O centroavante Guilherme, livre na pequena área, apenas escorou cruzamento e, com o pé direito, marcou sem dificuldades.
A partir do gol, o Vitória melhorou ofensivamente, avançando suas peças em campo, mas se abriu na defesa. O lateral-direito Rodrigo passou a ameaçar a defesa atleticana. Porém, o lateral do Vitória deixava desguarnecido o setor direito de sua defesa cada vez que avançava ao ataque.
O lateral-esquerdo Ronildo, do Atlético, se aproveitava disso, chegava à linha de fundo praticamente sem marcação e fazia perigosos cruzamentos. Foi Ronildo quem serviu novamente Guilherme no segundo gol atleticano. O atacante marcou de cabeça seu 22º no campeonato. Em jogada parecida, Ronildo cruzou outra vez quase na pequena área do Vitória. Os zagueiros do time baiano, bastante confusos, deixaram Belletti, que tem pouca estatura, livre para marcar de cabeça.
No segundo tempo, o técnico do Vitória, Toninho Cerezo, cobrou mais atenção de seus zagueiros e de seu goleiro, apertou a marcação em Ronildo, e o time melhorou sua produção. O Atlético também contribuiu para o crescimento do rival, recuando bastante seus atletas e jogando em contra-ataques. A partida caiu muito de ritmo, com os jogadores mantendo mais a posse de bola. Os baianos procuravam trocar passes e envolver a defesa atleticana, bastante fechada. Já os mineiros buscavam administrar a boa vantagem obtida na primeira etapa.
O técnico do Atlético, Humberto Ramos, ainda mexeu em seu meio-campo, sacando Robert e Belletti, jogadores responsáveis por grande parte da criação ofensiva da equipe. Nos minutos finais da partida, os jogadores mineiros demonstraram mais cansaço que os baianos. A entrada do meia Jean Carlos também deu mais mobilidade ao meio-campo e ao ataque do Vitória.
A equipe baiana conseguiu superar por vezes o bloqueio defensivo do Atlético e chegou a ameaçar o gol de Velloso com bons chutes, mas seus atacantes falharam nas finalizações.

NO MINEIRÃO
Atlético-MG 3
Velloso; Bruno, Galvã, Cláudio e Ronildo; Valdir, Gallo, Belletti (Edgar) e Robert (Adriano); Guilherme e Marques (Marcão). Técnico: Humberto Ramos
Vitória 0
Fábio Costa; Rodrigo, Moisés, Elói e Leandro; Baiano, Otacílio, Fernando (Preto) e Arthur (Jean Carlo); Cláudio (Manoel) e Tuta. Técnico: Toninho Cerezo.
Árbitro: Antonio Pereira da Silva (GO)
Estádio: Mineirão, em Belo horizonte (MG)
Público: 76.413 pagantes
Renda: R$ 684.160,00
Gols: Guilherme aos 3 e 38 e Belletti aos 45 do 1º

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