O Atlético Paranaense enfrenta hoje o Botafogo, às 21h40, no Pinheirão, em Curitiba, buscando uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. Se conseguir, o rubro-negro estará fazendo história no futebol paranaense. Nunca um time do Estado foi tão longe nesta competição. No outro campeonato de abrangência nacional, o Brasileiro, o mais longe que o Atlético conseguiu chegar foi ao terceiro lugar, em 1983.
A Copa do Brasil terá hoje ainda mais dois jogos. Em Caxias do Sul, o Juventude recebe o Bahia. Em Porto Alegre, o Inter enfrenta o Goiás. Serão as primeiras partidas desses times pelas quartas-de-final.
Na primeira partida pelas quartas-de-final, na semana passada no Rio de Janeiro, o Botafogo venceu de virada por 2 a 1 e agora joga por um empate. O Atlético se classifica se vencer por 1 a 0. Se ganhar por 2 a 1, a decisão da vaga vai para os pênaltis. Tomando dois gols ou mais, o rubro-negro terá que vencer com dois gols de diferença.
A missão de passar à próxima fase é encarada como perigosa pelos atleticanos. Para o meia Kelly, vencer por 1 a 0 é um resultado normal, mas pode ser complicado se o Atlético se contentar com isso. ‘‘Se fizermos um gol, temos que tentar fazer outro. Não dá para segurar o resultado mínimo porque o adversário é um time perigoso’’.
Para o meia Adriano, o jogo é de risco e os jogadores devem ter muita determinação. O jogador disse que o grupo tem que estar mais ligado do que aconteceu no jogo da semana passada. ‘‘Sabemos que lá não jogamos bem, principalmente porque não imprimimos a velocidade que temos. Agora vamos precisar de muita garra’’, afirmou.
O técnico Antônio Clemente ainda não definiu oficialmente o time. Ontem, ele realizou um coletivo com os portões fechados até para a imprensa. O objetivo principal é esconder o time para o Botafogo. Apesar disso, a única dúvida está praticamente no meio-de-campo. Sem poder contar com Clóvis, que está suspenso, Clemente ainda não definiu se escala Sidney ou Sandoval. Na lateral-esquerda, Wágner não se recuperou de contusão e deverá ser substituído por Alberto.
Apesar de contar com a vantagem do empate, o técnico Gílson Nunes disse que não vai escalar o Botafogo de forma defensiva. Ontem à tarde, porém, ele treinou o time com cinco jogadores no meio-de-campo, já que não conta com o atacante Bebeto, com dores no quadril, e o meia Sérgio Manoel, com o pé direito machucado. Os substitutos serão os meias Válber e Júnior.
Segundo Nunes, mesmo com cinco jogadores no meio-de-campo, o Botafogo não vai jogar apenas com a a preocupação de não levar gols. ‘‘O Caio, o Fábio Augusto e o Válber apoiam o tempo inteiro, então nós vamos atacar bastante.’’ O único atacante da equipe alvinegra vai ser Zé Carlos, autor de dois gols na vitória do Botafogo por 5 a 3 sobre o Americano, sábado.


FICHA TÉCNICA
Atlético
Flávio; Alberto, Reginaldo, Gustavo e Luisinho Netto; Cocito, Jean, Sidney (Sandoval) e Adriano; Lucas e Kelly. Técnico: Antônio Clemente
Botafogo (RJ)
Wagner; César Prates, Jorge Luís, Sandro e Leandro (Hamilton); Reidner, Júnior, Caio, Fábio Augusto e Válber; e Zé Carlos. Técnico: Gílson Nunes
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Estádio: Pinheirão, em Curitiba
Horário: 21h40Albari RosaPeça-chaveO atacante Kelly é uma das esperanças de gol do Atlético no decisivo jogo de hoje contra o BotafogoEd Carlos Rocha
e Agência Estado

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