O Clube Atlético Londrinense embarcou ontem para sua primeira competição internacional. O time disputará a edição de 2014 do Mundialito Paz e Unidade Sub-15, que será realizado em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, entre os dias 5 e 12 de janeiro. A competição reunirá equipes tradicionais de vários países, como Santos Laguna, Pachuca e Cruz Azul, do México, o paraguaio Cerro Porteño, a seleção da Venezuela, entre outras.
Para o técnico da equipe londrinense Fernando Padilha, o Galo, é uma grande oportunidade para mostrar que o modesto clube, que revelou o zagueiro Naldo, possa fazer história e mostrar a qualidade do trabalho.
Galo confessa que quando soube que a equipe disputaria o Mundialito ficou apreensivo. "Era o começo de um trabalho ainda, só com meninos daqui. Mas a partir do momento em que trouxemos alguns garotos de fora e encorpamos a equipe melhorou a qualidade e me animou", disse. "Agora estou esperançoso de que podemos fazer um grande torneio", completou.
A meta do Atlético Londrinense é fazer o que nenhuma outra equipe brasileira fez antes, com exceção da seleção verde e amarela: passar da primeira fase.
Para garantir um bom papel, o time ganhou reforços. Um deles é Marcelo, lateral e volante da seleção sub-15 da Bolívia. "É um excelente jogador", elogiou o treinador. Outro bom reforço foi o meia Giovani, emprestado pelo Londrina.
A equipe viaja no próximo dia 2, em ônibus leito fretado. A opção por ir via terrestre se deu não por questões financeiras, mas logísticas. De acordo com a direção da equipe, somando escalas e conexões, a viagem de avião seria bem mais demorada. Serão pouco mais de 30 horas para deixar os 1,7 mil quilômetros para trás em busca do sonho de ser descoberto por algum olheiro. "Queremos ir com o ônibus cheio e voltar com ele vazio. Somos um clube revelador", disse o treinador.
E os próprios jogadores estão embarcando com a esperança de conseguir um salto na carreira. "Estou bastante ansioso. É meu primeiro torneio internacional, vai ter olheiros observando e é uma pressão grande, mas vou fazer a minha parte para ajudar a equipe. Se eles gostarem de alguém, ótimo", disso o meia Giovani, de 14 anos.
Já o também meio-campista Gabriel vê a presença de observadores como incentivo. "Nos ajuda a ter ainda mais vontade", afirmou o jogador de 14 anos.

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