Dentro da Arena da Baixada, todo time tem dificuldades para jogar: a pressão da torcida, a força dos jogadores, sempre impulsionados pela galera. Esse fator, normalmente determinante para os atleticanos, não ajudou o time ontem, contra o Vitória, em jogo pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro. E não vale dizer que, na partida de ontem, a presença de pouco mais de 13 mil pessoas não incendiou o caldeirão, sempre ensurdecedor. A equipe não empolgou nem os fanáticos que deixaram as mães em casa, no domingo de Dia das Mães.
No confronto entre rubro-negros, em jogo de campeões estaduais, o baiano levou a melhor, vencendo o Furacão por 2 a 0. "O Vitória jogou melhor e ganhou", simplificou o atacante atleticano Júlio César, que entrou no segundo tempo.
A lentidão do meio-campo e a falta de percepção dos jogadores do Atlético fez com que os atletas do Leão de Salvador fechassem as alternativas de ataque dos curitibanos.
Em escanteio pela esquerda, Jackson, ex-coxa-branca, cruzou e o zagueiro Wallace, dentro da pequena área, cabeceou para dentro do gol. A fase de Galatto, que já não era boa, pode ter piorado. A cabeçada foi em cima do arqueiro atleticano, que reclamou com sua defesa. Ninguém havia subido para dividir com o baiano.
"A postura que o Vitória teve atrapalhou o time", disse o zagueiro Gustavo Lazaretti, titular no lugar do capitão Antonio Carlos, machucado.
Embora o time da Bahia tenha mesmo marcado muito forte o Furacão, o que se viu foi a falta de criação atleticana. Com Marcinho marcado e sem se movimentar, a opção era clara. As laterais estavam abertas, mas sem aproveitamento no primeiro tempo, o que mudou na segunda etapa. Porém, a defesa baiana mostrou que nem o He-Man Rafael Moura tinha força para fazer um único gol.
E foi na pressão atleticana que sobrou um contra-ataque para o Vitória pela direita, aproveitado por Leandro Domingues no fim do jogo. Dois a zero e o Atlético pensa no São Paulo, na capital paulista, no próximo final de semana. Pode reaver os três pontos perdidos em casa ou...

EM CURITIBA



Atlético 0

Galatto; Rhodolfo, Gustavo e Chico; Raul, Jairo (Júlio dos Santos), Renan (Wesley), Marcinho e Márcio Azevedo; Wallyson (Júlio César) e Rafael Moura.
Técnico: Geninho

Vitória 2

Viáfara; Wallace, Victor Ramos e Marco Aurélio; Apodi (Leandro Domingues), Vanderson (Uelinton), Bida, Carlos Alberto, Jackson e Róbson; Neto Baiano (Adriano).
Técnico: Paulo César Carpegiani

Árbitro: Célio Amorim (SC)
Estádio: Arena da Baixada
Renda: R$ 239.110
Público: 13.720 (12.906 pagantes)
Gols: Wallace, aos 15 minutos do
1º tempo; Leandro Domingues, aos 43 do 2º.

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