Albari RosaSó um sustoNowak, o ‘‘bicho’’ do jogo, fez dois gols e demonstrou muita disposição na apertada vitória contra o Juventude, ontem na Vila Capanema O Atlético Paranaense venceu ontem, em Curitiba, por 3 x 1, o Juventude, o ‘‘bicho-papão’’ do Campeonato Brasileiro. Com dois gols de cabeça, o polonês Nowak foi o ‘‘bicho’’ do jogo. Os jogadores do Atlético cumpriram o que o técnico Abel Braga pediu durante a semana. Pressão em cima do time adversário. O Juventude, do técnico Gilson Nunes, deixou o Atlético tocar a bola e só tentava alguma coisa no contra-ataque.
O primeiro gol do jogo aconteceu aos 14 minutos, em jogada ensaiada. Paulo Miranda bateu uma falta. Nilson recebeu dentro da área. Mas escorregou ao tentar bater na bola, que sobrou para Pachequinho. O ponteiro tocou e o goleiro do Juventude, Márcio espalmou. A bola bateu no travessão e foi em direção a Nowak que cabeceou para marcar 1 x 0.
O Atlético ainda teve outras duas chances para aumentar o placar, com Paulo Miranda e Nilson. O Juventude, que jogava mais defensivamente, avançou seus jogadores do meio-de-campo, que passaram a tocar mais a bola para os atacantes Jean e Maurílio. O gol de empate do time gaúcho saiu, aos 34 minutos, numa jogada errada de Tanielton, que tentou se livrar da bola. O meia Ivair pegou a sobra e passou para Flávio, que chutou de fora da área para empatar a partida.
Em cimaPrecisando vencer, para se colocar novamente entre os oito primeiros, o Atlético pôs ainda mais pressão em cima do Juventude no segundo tempo. E sem afobação, como havia pedido o técnico Abel Braga. O gol de desempate do Atlético surgiu aos 11 minutos. A jogada começou no meio-campo, com o zagueiro Reginaldo lançando Pachequinho na ponta-direita. Depois de dominar a bola, Pachequinho cruzou com precisão para Nowak cabecear sem chances para o goleiro Márcio.
Rudnei e Silvinho entraram no segundo tempo e deram maior movimentação ao time rubro-negro. Aos 35 minutos, Rudnei cai dentro da área após disputar a bola com o zagueiro Rodrigo. O árbitro Vinícius Cerdeira, mal colocado, marca penalti. Paulo Miranda cobra e a bola bate na trave. Na volta Rudnei, que estava sozinho, chuta para o gol. Depois de terminada a partida, Rudnei disse que usou de inteligência na marcação do pênalti. ‘‘Ele passou o tempo todo me puxando pela camisa. Naquela hora acabei caíndo. Mas ele tinha me puxado antes.’’FICHA TÉCNICA

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