Fernando Tupan
O Atlético caça um treinador jovem, com idéias novas, ousado, pronto para estourar no mercado nacional, de preferência com experiência internacional e que não custe rios de dinheiro. Muitos foram cogitados, como Ricardo Gomes, Émerson Leão, Candinho, Mauro Fernandes, Carbone, Márcio Araújo e Zagallo. Até agora o nome do iluminado não apareceu devido ao lado financeiro.
Mário Sérgio (foto), ex-técnico do São Paulo, está perdendo apoio interno, devido ao salário fora dos padrões estabelecidos pela diretoria atleticana. Apesar da preferência de alguns diretores por Mário Sérgio e da interferência do empresário Marcel Figger, filho de Juan Figger, procurador do técnico, o coordenador de futebol, Samir Haiddar, confirmou que o Atlético estaria jogando a toalha e buscando um nome alternativo.
Com o rubro-negro não querendo arriscar a pagar valores inflacionários para ter o novo comandante técnico, Ricardo Gomes, treinador do Vitória, ressurge com grandes chances de trocar Salvador por Curitiba. No final de semana passada o ex-técnico do Paris Saint-Germain foi contactado. ‘‘O meu namoro com o Atlético já dura um ano’’. Até sexta deverá acontecer uma reunião de diretoria para definir quem substituirá Antônio Clemente.
Sem a definição do técnico para o Campeonato Brasileiro, Clemente continua exercendo a atividade que assumiu no começo do ano. Na reapresentação do elenco na segunda, ele recepcionou todos os atletas e ouviu reclamações devido aos salários atrasados em três meses. Os jogadores resolveram não se concentrar para começar os preparativos visando o Brasileiro até a diretoria esclarecer a situação.
Um grupo de conselheiros do Atlético iniciou um movimento visando a permanência de Mário Celso Petraglia na presidência do clube até o dia 31 de dezembro. Petraglia pretende somente responder pelo Departamento de Marketing - posição estratégica para encontrar um parceiro comercial e um patrocinador. O rubro-negro caminha para se adaptar à Lei Pelé.

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