Curitiba - Quase um amistoso, se não valesse briga direta por melhor posicionamento na busca por uma vaga na Copa Sul-Americana e a fuga definitiva dos riscos de rebaixamento. É sob este clima que o Atlético recebe o Santos, às 19h30, na Arena, em duelo entre duas equipes que abriram mão de suas ousadas metas traçadas antes do começo do Brasileirão.
Campeões nacionais nesta década - o Furacão em 2001, o Peixe em 2002 e 2004 (ano em que disputou ponto a ponto a taça com o próprio Rubro-Negro), os dois times pretendiam ao menos brigar por uma vaga na Libertadores, mas ficaram muito aquém das pretensões iniciais. Se o Santos até chegou a figurar nas seis primeiras posições entre a 3 e a 6º rodadas, o Atlético passou a maior parte do campeonato preocupado com a ZR (faixa que ocupou em 12 das 31 rodadas disputadas até o momento), da qual só se distanciou após a chegada de Antônio Lopes.
A ascensão atleticana, somada à estagnação santista aos poucos reduziu a distância entre as duas equipes, que chegou a ser de oito pontos, para apenas dois. E caso vença hoje à noite, pela primeira vez o Furacão ficará a frente do adversário, candidatando-se de vez à uma vaga na segunda principal competição sul-americana - espécie de prêmio de consolação para quem tinha tantas pretensões na temporada.
Invicto na Arena há sete jogos, o Atlético tem alguns desfalques importantes para tentar ampliar a marca. Sem Alex Sandro, suspenso, Rhodolfo, Márcio Azevedo e Chico, todos vetados após reavaliação médica, e Wesley, por questões contratuais (é atleta emprestado pelo Santos), Antônio Lopes teve que mexer bastante na sua equipe, que terá a principal novidade na lateral-esquerda, ocupada por Bruno Costa, que habitualmente vinha atuando como zagueiro. No miolo da defesa, Ronaldo volta a jogar ao lado de Manoel - formação já adotada diante de Inter e Santo André.
Já o trio de ataque deve ter duas mudanças. Uma, certa, é a entrada de Marcinho. Outra, provável, é a substituição de Alex Mineiro, que vive má fase, pelo jovem Patrick, sem mudar o esquema 4-3-3, com dois avantes abertos pelos flancos e outro centralizado no meio da zaga adversária.
Pensando mais na próxima temporada, quando deve ter um novo comando técnico - Vanderlei Luxemburgo está apalavrado com o Internacional -, o Santos vai a campo apenas sem o atacante Neymar, que serve a Seleção Sub-17. Retornando de suspensão, Kléber Pereira entra no lugar de André, a exemplo do que acontece com o zagueiro Eli Sábia, que barra Adaílton. ''Temos um confronto direto contra o Atlético Paranaense e mesmo fora de casa temos que procurar vencer'', diz Paulo Henrique Ganso, que destaca a importância dos três pontos para garantir a vaga na Sul-Americana.

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