A diretoria do Atlético Paranaense não ficou totalmente satisfeita com a decisão tomada ontem pela CBF, que oficializou a permanência do clube na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, mas com a condição de perder cinco pontos no final da primeira fase. Os advogados do clube devem entrar já na segunda-feira com um pedido de revisão da pena no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. A informação foi dada ontem numa coletiva dos diretores, que também confirmaram que o rubro-negro poderá jogar a Copa do Brasil e o Paranaense de 98, mandando no Pinheirão.
A perda dos cinco pontos, chamada pelo STJD, de ‘‘pena acessória’’ ainda gera dúvidas na sua interpretação. Os diretores do Atlético dizem que os cinco pontos seriam tirados ao final da competição, segundo o que foi relatado no parecer do STJD. No entanto, o diretor-técnico da CBF, Gilberto Coelho, afirmou ontem que os pontos serão descontados ao final da primeira fase, que irá decidir os oito clubes que continuarão no campeonato, a exemplo do que aconteceu no ano passado.
Dessa forma, se o Atlético se classificar entre os oito, possivelmente seria eliminado. Por outro lado, a pena não vale para o rebaixamento. Isto quer dizer que se o clube ficar mal colocado na primeira fase - este ano serão rebaixados quatro equipes - a perda dos pontos não fará com que ele caia para a segunda divisão, a menos que já esteja entre os quatro piores.
De qualquer forma, a diretoria do Atlético acredita na revisão da pena porque o clube poderá recorrer mesmo depois do campeonato ter iniciado. A mesma posição tem o presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Moura. ‘‘Assim como adiantei que o Atlético permaneceria na primeira divisão, digo agora que não perderá os cinco pontos’’, garantiu.
Ontem, o presidente afastado do Atlético, Mário Celso Petraglia, confirmou que ou pedirá a revisão da sua pena - ele foi banido do futebol -, ou entrará na Justiça comum. A decisão, segundo Petráglia, ainda depende de uma reunião com seus advogados. O presidente afastado diz não temer qualquer represália por parte da CBF. ‘‘Já estou sabendo que o Ricardo Teixeira se mostrou indiferente ao saber que eu poderia entrar na Justiça comum’’.
A explicação do diretor-técnico da CBF, Gilberto Coelho, para a volta de Fluminense e Bragantino é no mínimo curiosa. Segundo ele, as supostas irregularidades nas arbitragens nos jogos da Copa do Brasil deste ano - que causaram toda a crise -, já poderiam ter acontecido no Campeonato Brasileiro do ano passado. ‘‘Desta forma, os rebaixados estariam sendo prejudicados porque não sabemos se houve ou não irregularidades nas suas partidas’’, afirmou Coelho, ressaltando que seria difícil adotar o mesmo critério em relação ao ganhador da competição, que foi o Grêmio.

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