Curitiba - No clássico mais desigual dos últimos tempos, Atlético e Paraná se enfrentam às 17 horas, na Arena. Líder absoluto, vencedor das cinco partidas que realizou no Estadual, dono das melhores defesa e ataque, o Furacão seria favorito destacado para a partida de hoje à tarde se a partida fosse daquelas comuns. Mas como afirma um dos mais antigos jargões do futebol, em clássico tudo pode acontecer. Ao menos esta é a esperança do Tricolor, ainda em busca de afirmação.
Na fria análise das estatísticas e do retrospecto recente, a vantagem atleticana é patente. Sem perder há 12 jogos na Arena, o Rubro-Negro enfrenta a equipe que não triunfa como visitante há 15 partidas - fato que contribuiu para o rebaixamento à Série B do Brasileiro.
O último duelo entre as duas equipes também é de triste lembrança para os tricolores. Jogando na Baixada, e com dois gols de Marcelo Ramos - que hoje deve ser novamente titular -, o Atlético venceu por 2 a 1, subiu da 16 para a 11 posição o Brasileirão e colocou o rival, de forma definitiva, na zona de rebaixamento.
Por tudo isso os próprios jogadores do Paraná jogam o favoritismo para o lado atleticano. ''Eles estão em ótima fase e jogam em casa'', ressalta o zagueiro Nem, escalado apesar de dores musculares.
Em meio à uma série de incertezas, Saulo de Freitas deve manter o esquema 3-6-1, desta vez com Giuliano ou Éverton completando a meia-cancha, já que Massaro não vive boa fase. Formação que pode ser alterada pelo retorno de André Luiz à ala-direita, que colocaria Vandinho novamente no ataque, formando dupla com Jéfferson. Quem também pode ganhar lugar entre os titulares é o volante Goiano. Finalizando as mudanças, o goleiro Fabiano Heves retorna de suspensão.
Se repetir a única vitória paranista na Arena - por 3 a 1, na segunda partida semifinal do último Estadual -, Saulo espantará de vez qualquer risco de perder o cargo, que esteve ameaçado pelo jejum de quatro jogos sem vitória. Sem perder a confiança, e mostrando que quase tudo no futebol tem dois lados diferentes, o técnico prefere destacar a invencibilidade de três partidas. ''Empatamos duas partidas em que jogamos bem e não deixei de acreditar em nosso garotos''.
Em situação mais tranquila, Ney Franco segue pregando coerência na formação da equipe. Por isso mexe o menos possível no time, embalado pela sequência de vitórias. Além da provável mudança do atacante de referência, o treinador pode optar pela saída de Michel, que cederia lugar para Nei ou Piauí. Nas demais posições, seguindo à risca um dos maiores lugares-comuns do futebol, o treinador não mexe em time que está ganhando. Até porque Irênio não foi liberado pela CBF e segue sem poder atuar.

EM CURITIBA

Atlético Paranaense

Vinícius; Antônio Carlos, Rhodolfo e Danilo; Jancarlos, Valencia, Claiton, Netinho e Michel (Nei ou Piauí); Ferreira e Marcelo Ramos (Rodrigão). Técnico: Ney Franco

Paraná Clube

Fabiano Heves; Luís Henrique, Nem e Leonardo Dagostini; Vandinho, Léo (Goiano), Jumar, Cristian, Giuliano (André Luiz) e Wellington; Jefferson. Técnico: Saulo de Freitas

Árbitro: Evandro Rogério Roman
Estádio: Kyocera Arena
Horário: 17 horas

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