Atlético e Paraná mantêm fases distintas
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segunda-feira, 17 de março de 2008
Luciano Balarotti<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Mais que um divisor de águas, o clássico entre Atlético e Paraná, vencido pelo Tricolor por 1 a 0, reafirmou as fases diversas que as duas equipes vivem. Em crise após duas derrotas consecutivas - curiosamente as únicas da temporada em partidas oficiais - o Rubro-Negro tem a semana toda para juntar os cacos e buscar a retomada contra o Iraty. Já o embalado Tricolor volta a campo amanhã, na Vila Capanema, para enfrentar o Vitória, pela Copa do Brasil.
Precisando de um bom resultado em casa, que garanta maior tranquilidade para o jogo de volta, na Bahia, Paulo Bonamigo estuda mudar a equipe. Como Luís Henrique cumpre o segundo jogo de suspensão pela expulsão no confronto de ida com o Trem-AP, o treinador deve montar o trio defensivo com Daniel Marques, Nem e João Paulo. ''Precisamos tomar cuidado e não levar gols dentro de casa, para não complicar o jogo de volta'', destaca.
Mas como fazer gols também é importante, o comandante paranista pode aproveitar o desfalque para voltar ao 4-4-2. ''Posso optar por mais um atacante'', adianta o treinador, que define a escalação no coletivo de hoje à tarde.
Contando com várias opções ofensivas, algo raro desde que assumiu a equipe, Bonamigo deve montar o time com ao menos um atacante de referência. Que pode ser tanto Fábio Luís, que quase marcou no clássico, tendo jogado por poucos minutos, ou mesmo Clênio. Impedido de atuar no Estadual por já ter defendido o Paranavaí, o artilheiro tem boas chances de estrear. O treinador também tem várias possibilidades para formar o meio-campo. Se mantiver o 3-5-2, Éverton pode ser mantido na ala-esquerda, na vaga de Daniel Cruz (que cumpriu suspensão no domingo). Se não, o meia disputa com Joelson, Giuliano e Cristian as três vagas no setor de ligação.
Eliminado da Copa do Brasil já na primeira fase, o Atlético preocupa-se apenas com o Campeonato Paranaense, em que busca reencontrar o rumo. Depois de início devastador, a equipe mergulhou em momento conturbado dentro e fora de campo. A crise, agravada pela derrota para o Paraná em plena Arena só será amenizada com a classificação para as semifinais.
Mas a tabela mostra-se pouco favorável ao time, que faz dois jogos seguidos longe de seus domínios, contra Iraty e Paraná. ''Estamos em uma chave equilibrada. Perdemos chance de pontuar dentro de casa, mas (a classificação) ainda depende só da gente'', afirma Ney Franco, que perdeu pela primeira vez dentro de casa.
Um dos problemas que o técnico tem que resolver é a falta de criatividade do meio-campo. O retorno de Netinho à posição de origem trouxe um pouco mais de dinâmica ao setor, mas a torcida cobra a saída de Irênio - que, apesar das críticas, foi elogiado por Franco. O treinador espera ter reforços ainda na reta final do Estadual. ''A diretoria está trabalhando, mas as competições estão acontecendo, os atletas não podem sair no meio. Mas, pode aparecer alguém de fora para ajudar nesse final'', conclui.


