Curitiba - No jogo das marcas a quebrar, Atlético e Paraná decidem, às 18 horas, na Arena, quem fará a final do Estadual. Animado pela classificação na Libertadores, o Tricolor tenta encerrar dois jejuns. O primeiro, o de nunca ter vencido na moderna casa do rival - conquistou apenas seis empates em 15 jogos, perdendo as outras nove partidas. O segundo é o fato de não ter vencido nenhum clássico nesta edição do Paranaense. Em cinco jogos contra a dupla Atletiba foram três derrotas e dois empates.
Mas apesar dos tabus incomodarem, o clube nem precisa encerrá-los para garantir a classificação pois depende de um simples empate. Já o Furacão tem a obrigação de vencer e acabar com a série de quatro jogos sem vitória, agravada pela queda em Goiânia na Copa do Brasil.
Jogando em casa, o Rubro-Negro conta com o apoio de seu torcedor para seguir adiante na competição e ganhar ânimo para o jogo de volta com o Atlético Goianiense. Correndo riscos de ver sua equipe eliminada nas duas competições que disputa no primeiro semestre, Vadão já começa a ver o seu trabalho ser contestado dentro do clube, e depende de resultados favoráveis nas partidas decisivas pelo Estadual e pela Copa do Brasil para ser mantido para o Campeonato Brasileiro. Em sua primeira batalha pela permanência no clube, o técnico não terá o goleiro Cléber, expulso no empate na Vila Capanema, que cede lugar ao jovem Guilherme.
As mudanças seguem nas laterais, já que o recuperado Jancarlos deve reassumir sua posição pela direita. Com isso, Nei volta a ser deslocado para o lado esquerdo enquanto o irregular Michel volta para a reserva. O ambivalente lateral segue afirmando que o mais importante é jogar, não importa em qual lado do campo, e pede o auxílio da torcida para reverter o momento conturbado e chegar à decisão. ''Temos que pensar no Campeonato Paranaense. A Copa do Brasil deixaremos de lado um pouco, para vencermos o Paraná. Vamos pedir para a torcida nos ajudar nesses dois jogos, porque conta como um jogador a mais'', destaca Nei.
No Paraná, Zetti quer uma vitória para acabar de vez com a sina da Arena. Por isso cobra de seus jogadores o mesmo desempenho demonstrado no primeiro tempo do jogo contra o Unión Maracaibo. O único desfalque é o meia Gérson, suspenso por levar o terceiro cartão amarelo na partida de ida. Para a vaga, o treinador pode optar tanto pelos substitutos naturais - Everton, Renan ou Joelson - quanto pelo volante Goiano, ou mesmo pelos zagueiros Toninho ou João Paulo.
Dependendo de quem entrar, o time muda a formação tática, podendo tanto seguir no 4-4-2 quanto passar para o 3-5-2. Certa mesma é a manutenção de Vinícius Pacheco no ataque, ao lado de Josiel, que espera fazer as pazes com gol depois de desperdiçar inúmeras chances na última quarta. O novo titular agradou nos últimos jogos, apesar de um certo desentrosamento.



EM CURITIBA

Atlético Paranaense

Guilherme; Jancarlos (Michel); Danilo, Marcão e Nei; Erandir, Alan Bahia, Evandro e Ferreira; Dênis Marques (Pedro Oldoni) e Alex Mineiro. Técnico: Vadão

Paraná Clube

Flávio; Alex, Daniel Marques, Neguette e Egídio; Xaves, Beto, Goiano (Toninho ou Joelson) e Dinelson; Vinícius Pacheco e Josiel. Técnico: Zetti

Árbitro: Héber Roberto Lopes
Estádio: Kyocera Arena
Horário: 18 horas

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