Curitiba - Além do caso Aloísio, o Atlético disputa outra queda-de-braço extracampo. Após o ótimo retorno aos gramados, o atacante Dagoberto pede valorização de seu futebol e a diretoria do Rubro-Negro segue com divergências sobre os valores da prorrogação do contrato do jogador, representado pela Massa Sports.
Dagoberto tem vínculo com o Atlético até 23 de julho de 2007. A prorrogação de seu contrato já era discutida no final do ano passado, quando o jogador ainda se recuperava de lesão, o que deixaria o cumprimento da atual vigência comprometida sem o atleta em campo. Houve certa indisposição após declarações do presidente João Augusto Fleury da Rocha. Ele sugeriu que o atleta estaria fazendo ''corpo mole'' para forçar sua saída, o que foi logo descartado pelo atacante.
Depois disso, Dagoberto voltou a jogar e foi o protagonista da virada rubro-negra no Paranaense, com cinco vitórias sob o comando do técnico Lothar Matthaus. No início da semana, o atacante desabafou após a goleada de 6 a 0 aplicada sobre o Francisco Beltrão: pediu reconhecimento de seu trabalho, já que ganha R$ 27 mil mensais, quase metade do que Aloísio recebia no Atlético, R$ 50 mil.
A diretoria naturalmente já pensava em tal valorização com uma compensação financeira, mas foi pega de surpresa: a Massa Sports fez uma proposta muito alta para os padrões nacionais. ''Eles imaginam que o jogador deles é do Real Madrid e ganha como o David Beckham'', disse ontem Fleury, que fez questão de frisar que se Dagoberto tem hoje o reconhecimento nacional e voltou a jogar bem, foi porque o Atlético ofereceu estrutura para o jogador.
A Massa Sports e Dagoberto, no entanto, negam tal compensação. O empresário Naor Malaquias disse apenas que existe o interesse na prorrogação do contrato. ''Não fizemos nenhuma proposta, não procede o que andam dizendo. Quem tem que fazer proposta são eles (Atlético)'', disse.

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