Curitiba - Separados por sete pontos na classificação, Atlético e Coritiba vivem fases contrárias às do final da última temporada. Líder invicto da competição, com quatro vitórias em quatro partidas, o Coxa só não esqueceu da derrocada ao final de 2009 porque segue sem poder usar o Couto Pereira e sabe que terá a Série B do Brasileiro pela frente. Já o Furacão, favorito destacado para conquistar o bicampeonato estadual, ainda não deslanchou em 2010.
Apesar de ter obtido a maior goleada de todos os estaduais neste ano - 8 a 0 sobre o Serrano -, o Rubro-Negro sofre com a falta de entrosamento e, principalmente, com a ausência do lesionado Paulo Baier. Por isso Antônio Lopes tem problemas para definir a equipe, especialmente na ala-direita. Posição que na fraca exibição diante do Cascavel não teve um jogador fixo, e sim um revezamento entre Manoel e Alan Bahia.
Curiosamente, apesar da tática não ter funcionado, o Delegado atribui maior gravidade a outro problema. ''Pecamos nas finalizações, mas já evoluímos um pouco, principalmente na parte física. Mas vamos ver o que erramos para fazer o serviço no nosso reduto'', explica o técnico, já pensando na melhor formação para enfrentar o invicto vice-líder Corinthians, amanhã, na Arena - jogo difícil, ainda mais porque no ano passado, o então J. Malucelli bateu o Furacão na Arena, e quase ''roubou'' o título rubro-negro.
Com larga vantagem para o tradicional rival, o Coritiba quer manter o embalo inicial em mais um jogo dentro da casa provisória, contra o Toledo, domingo, na Vila Capanema. Partida em que Ney Franco pode lançar mais alguns dos jovens recentemente integrados ao elenco profissional, como já fez com Dênis, Marcos Paulo, Fabinho, Lucas Mendes e Roger (os dois últimso já tinham experiência no time de cima). Ou mesmo o angolano Geraldo, que apesar de não ser ''cria'' alviverde, acaba de completar 18 anos.
''O plano é utilizar os garotos da base. Alguns já tiveram oportunidade em jogo, e outros ainda terão sua oportunidade. Só depende do desempenho deles ficar'', adianta Franco, que depende da recuperação de alguns jogadores para definir o time que vai a campo no domingo. Se Luciano Amaral tiver condições de jogo, a tendência é que ele volte a equipe, que jogaria no esquema 4-4-2. Caso isso não aconteça, a formação com três zagueiros continua, e Renatinho - que se recupera de bolhas no pé - pode ganhar a vaga que foi ocupada por Enrico na última partida.

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