Atlético e Coritiba publicam balanço
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sábado, 28 de dezembro de 2002
Luiz Claudio Oliveira<br>Equipe da Folha 
Curitiba No ano em que foi campeão brasileiro, o Clube Atlético Paranaense teve um déficit operacional de R$ 454 mil, conforme revela o balanço de 2001 publicado ontem pelo clube. O Atlético, o Coritiba e o Malutrom foram os clubes da Região Metropolitana que já publicaram o balanço. O único que ainda não o fez foi o Paraná Clube, que espera a volta de seus diretores, que estão em férias coletivas, para decidir se vão ou não cumprir o que determina a medida provisória 79, assinada pelo presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.
Pela medida provisória, publicada em 28 de novembro, os clubes teriam 30 dias para publicar o balanço referente ao ano 2001. Em relação ao exercício de 2002, o prazo termina em 14 de fevereiro. Além do Atlético, o Malutrom também publicou seu balanço, mas como é uma sociedade anônima, para cumprir a lei tem que publicar seus balanços de cada ano sempre até abril do ano posterior. O Malutrom transformou-se em S/A em 1998 e desde então tem cumprido a lei. O Coritiba cumpriu a Medida Provisória ao publicar seu balanço no dia 23 deste mês em um jornal de Curitiba.
O Paraná Clube não se apressou para cumprir a lei e ainda não sabem informar se o fará. O presidente Ênio Ribeiro e os diretores estão em férias coletivas e o Departamento de Contabilidade do clube informou que espera eles voltarem, provavelmente no dia 2 de janeiro.
Pelas informações do balanço atleticano, a Arena da Baixada está avaliada em pouco mais de R$ 22 milhões. Já o Centro de Treinamentos Alfredo Gotardi foi avaliado em quase R$ 5 milhões. Em 2001, o Atlético manteve sob seus cuidados nada menos que 240 atletas, entre profissionais, juniores, juvenis e infantis. Os departamentos de futebol amador e profissional tiveram gastos de R$ 12,6 milhões e as demais despesas somaram R$ 10,4 milhões. A receita operacional bruta em 2001 foi de R$ 22,6 milhões, sendo R$ 15 milhões com receitas esportivas, a principal fonte. Em segundo lugar na receita operacional está a arrecadação com a torcida na Arena da Baixada, que chegou a R$ 4,7 milhões.
Já o Coritiba Foot Ball Club, segundo sua demonstração financeira, teve um déficit de R$ 1,1 milhão. As receitas somaram R$ 16 milhões, enquanto as despesas ficaram em R$ 17,1 milhões. O futebol profissional gastou R$ 10,9 milhões.


