Belo Horizonte, 06 (AE) - A interdição do Independência por apenas duas partidas, definida ontem pelo Tribunal de Justiça Desportiva da CBF, não chegou nem a ser comemorada pela diretoria do Atlético-MG. É que o clube, que vinha mandando seus jogos no pequeno estádio do bairro Horto, em Belo Horizonte - até os incidentes da partida com o Vitória-BA, no dia 15, que culminaram com a interdição preventiva do campo por 30 dias - optou por transferir todos os seus compromissos no Brasileiro para o Mineirão.
O principal motivo foi um acordo feito com o governo de Minas, que reduziu de 10% para 5% da renda dos jogos o porcentual das taxas cobradas pela Ademg, estatal que administra o estádio.
No início do semestre, o Atlético-MG, sob a orientação do diretor-executivo e ex-técnico de vôlei Bebeto de Freitas, havia firmado contrato de parceria com o América-MG, dono do Independência, justamente para escapar dos altos custos do Mineirão.
Outra razão foi o acerto entre as empresas Traffic e Kleffer, que controlam a publicidade no Mineirão e no Independência, respectivamente. Com ele, as placas publicitárias que estavam no estádio do Horto, em contrato firmado entre Atlético, América e a Kleffer, podem ser transferidas para o Mineirão, sempre que a equipe alvinegra se apresentar no estádio. "Estamos celebrando o começo de um acordo com o governo estadual", disse o presidente atleticano Nélio Brant, cujo projeto, para breve, é administrar o Mineirão, em parceria com os dirigentes do Cruzeiro.
"Depois, vamos acertar também a questão do faturamento dos bares, do estacionamento e das demais placas do estádio", acrescentou. Além da interdição do Independência, o TJD da CBF puniu dois jogadores do Atlético, em razão da confusão da partida com o Vitória. O zagueiro Galván pegou quatro jogos de suspensão e só deve retornar ao time na próxima semana. O meia Lincoln, considerado o pivô da briga, recebeu pena de dois jogos
já cumprida.
Para completar, o time mineiro também teria perdido mando de campo nos próximos dois jogos, contra Juventude e Ponte Preta. Para os advogados do clube, no entanto, não haveria problemas em fazer as partidas no Mineirão, já que a punição teria sido específica para o caso de uso do Independência.

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