Atlético: depois da festa, o trabalho
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de janeiro de 2002
Julio Cesar Lima 
Curitiba O Atlético Paranaense retorna hoje ao trabalho depois de curtir as comemorações do título brasileiro do ano passado. Com moral alto e novo status no futebol brasileiro, o rubro-negro também vive a expectativa da eleição que amanhã deve escolher o novo presidente do clube.
Entre os atletas esperados no Centro de Treinamento do Caju estão Luisinho Neto, Marcelinho, William, Donizete Amorim, Selmir e Vanin. Eles serão avaliado pela comissão técnica e podem integrar o grupo que irá disputar a Copa Sul-Minas, a Copa Libertadores da América e o Supercampeonato Paranaense. O técnico Geninho deve se apresentar somente na quinta-feira.
Para driblar o excesso de jogos no primeiro semestre, o rubro-negro deve ser dividido em dois grupos. Um considerado titular deve disputar o torneio intercontinental, outro grupo, a exemplo de 2000; deve ser responsável pelas campanhas dos regional e estadual.
Nos bastidores a disputa é pela presidência do clube. Ontem à noite um grupo de dirigentes se reuniria para tentar um consenso sobre o nome do novo presidente. Walmor Zimermann é o preferido, mas questiona um pouco a falta de poder do cargo. O coordenador de marketing, Mário Celso Petraglia, pode retornar ao cargo que ocupou no início do projeto que culminou com a conquista do Brasileirão.
No rival Coritiba, a novidade foi a apresentação do goleiro Fernando, 23 anos. Ele pertence ao Grêmio e estava no Vila Nova, onde foi campeão goiano. Fernando deve ser o reserva imediato de Wellerson, do Bahia, que deve ser anunciado hoje. O atleta foi campeão carioca pelo Fluminense em 1995, junto com Joel Santana.
Fernando Prass nasceu em Porto Alegre. Iniciou sua carreira nas escolinhas do Grêmio e se profissionalizou em 1999. Em 2000 jogou no Francana e no Vila Nova.
Para tentar aliviar a pressão causada pela conquista atleticana, o alviverde pode anunciar outros reforços para essa semana. Mesmo assim, o secretário do clube, Domingos Moro, disse que o Coritiba não está disposto a fazer loucuras. Temos que manter uma política coerente de negociações e aproveitarmos também alguns jogadores que retornaram ao clube, disse Moro, referindo-se a Leandro Tavares, Paulo Foiani, Da Silva e Reginaldo Araújo, que defenderam outros clubes em 2001.


