Curitiba - O presidente do Atlético, Mário Celso Petraglia, demitiu o técnico Valdir Espinosa em uma reunião no domingo à noite, no Hotel Rayon. A decisão foi tomada depois da derrota do Rubro-Negro para o São Caetano, sábado. A diretoria ainda não anunciou o nome do substituto, mas os mais cotados seriam Lula Pereira, Gilson Nunes e Abel Braga. Além deles, Antônio Clemente voltaria ao clube como supervisor de futebol.
Enquanto o novo técnico não chega, o Atlético deverá ser comandado pelo auxiliar Vinícius Eutrópio, que terá a missão de preparar o time para o jogo de sábado, contra o Goiás, no Serra Dourada. Eutrópio terá que escolher os substitutos de Kléberson, Dagoberto e Fabiano, que receberam o terceiro cartão amarelo e estão suspensos. O volante Douglas Silva será julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva nesta semana e é mais um que pode desfalcar a equipe.
Ontem pela manhã, Espinosa reuniu os jogadores para se despedir, e à tarde falou com a imprensa e fez um balanço de sua passagem pelo Atlético. Agradeceu a diretoria, a Torcida Organizada Os Fanáticos, os atletas e os funcionários do clube ''pelo bom ambiente de trabalho''. Durante os 67 dias que permaneceu à frente do Atlético, comandou dois jogos amistosos e 14 pelo Campeonato Brasileiro. No Brasileirão, foram seis vitórias, quatro empates e quatro derrotas, com 23 gols marcados e 16 sofridos. O time está na sétima posição na tabela, com 22 pontos ganhos.
Com base nisso, Espinosa e seu filho e auxiliar Rivelino Serpa afirmaram que vinham fazendo um trabalho positivo e que tudo o que aconteceu estava dentro do planejamento da dupla. Segundo eles, a programação era colocar o time entre os oito melhores e tentar disputar a final. Para isso, o time teria que conquistar sete pontos a cada 12 disputados, ou seja, a cada grupo de quatro jogos. Para ficar dentro desta projeção, o time tem que vencer as duas próximas partidas, contra Goiás e Ponte Preta, e somar 28 pontos em 48 disputados.
O técnico diz que se sente frustrado por não continuar o trabalho e afirmou ter um ótimo ambiente com os jogadores. ''Este bom ambiente ficou demonstrado na reunião de despedida que tive com os jogadores pela manhã. Depois que falei, todos ficaram parados, sentados, esperando alguma coisa, em vez de irem treinar. Ficamos conversando por mais meia hora'', contou. Ele negou que tivesse tido um desentendimento com Alex Mineiro. ''O Alex teve um problema administrativo e por isso não foi treinar um dia nem ficou concentrado para o jogo com o Fluminense, mas não foi nada comigo'', afirmou, sem querer revelar qual teria sido este ''problema administrativo''. A diretoria do Atlético só deve se pronunciar hoje.

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